20/11/2021 às 15h50min - Atualizada em 20/11/2021 às 15h26min

Martin Scorsese: 79 anos do gênio da sétima arte

Conheça a filmografia do diretor

Gustavo Domingos - editado por Luhê Ramos
Martin Scorsese | Fonte: Getty Images
Nessa semana um dos maiores nomes do cinema mundial chegou aos 79 anos. Assim, estamos falando do diretor, produtor e as vezes ator, Martin Scorsese. Desse modo, nada mais justo do que contarmos um pouco sobre a trajetória de um homem que pode ser chamado facilmente de gênio.

Primeiros anos

Martin Scorsese nasceu em uma família que aspirava a paixão por cinema. Charles e Catherine Scorsese foram atores ítalos-americanos e tiveram grande influência na vida do futuro diretor. Como resultado, o jovem descendente de sicilianos estudou cinema na Universidade de Nova Iorque. Durante o curso, conheceu e tornou-se amigo de Harvey Keitel, com quem iria trabalhar muitas vezes ao longo dos anos.

Assim, em 1967 Keitel e Scorsese estreiam em um longa-metragem. O primeiro como ator e o segundo na direção. Quem Bate à Minha Porta? foi recebido bem pela crítica e venceu o Chicago International Film Festival de 1968.

Posteriormente recebeu uma chance do famoso produtor de filmes B, Roger Corman. Em 1972 era lança Sexy e Marginal com Barbara Hershey. Um ano depois, Scorsese e Robert De Niro fizeram sua primeira parceria com em Caminhos Perigosos. O longa foi um sucesso nas críticas e tornou-se o pontapé inicial de ambos. Ademais, com seu nome em alta, a atriz Ellen Burstyn convidou Scorsese para dirigir seu filme
Alice Não Mora Mais Aqui (1974).

O sucesso e o fracasso

Em 1976, ao lado de Robert De Niro, Harvey Keitel e Jodie Foster, Scorsese lançava Táxi Driver. O longa foi aclamado pela crítica e faturou 28,3 milhões de dólares. Além disso, recebeu quatro nomeações para o Oscar e venceu a Palma de Ouro no festival de Cannes.

Com o sucesso de Táxi Driver, Martin decidiu produzir um filme bastante pessoal. Assim, em 1977 chegava aos cinemas New York, New York com Robert De Niro e Liza Minneli. Apesar dos grandes atores e do diretor já renomeado, o longa foi um fracasso. Não apenas na bilheteria, mas também nas críticas. Como resultado, Scorsese entrou em uma profunda depressão e um uso excessivo de cocaína. A carreira promissora do jovem siciliano estava prestes a acabar.

A volta por cima

Após três anos sem lançar filmes, Scorsese estava se doando por completo para sua última tentativa em Hollywood. Desse modo, com seus amigos Robert De Niro e Joe Pesci, Martin realizou o espetacular Touro Indomável. A obra-prima recebeu oito nomeações para os óscares, incluindo melhor filme, ator e diretor. Como resultado, De Niro conquistou seu segundo Oscar, mas ainda não tinha chegado a hora do homem por trás das câmeras vencer.

Posteriormente, Scorsese conseguiu sair de sua depressão e dirigiu filmes com boas bilheterias e críticas. O Rei da Comédia (1983), Depois de Horas (1985) e A Cor do Dinheiro (1986), o qual rendeu o Oscar de melhor ator para Paul Newman. Dessa forma, após recupera-se no meio do cinema, Martin novamente partiu para um projeto pessoal.

O polêmico a Última Tentação de Cristo (1988) rendeu a Scorsese mais uma indicação ao Oscar. No entanto, já sabendo das controvérsias que o longa causaria, o diretor fez o filme com um baixo orçamento e sem pretensões de retorno. 

As obras-primas
Com Táxi Driver e Touro Indomável, Scorsese provou ser um dos melhores de seu tempo. No entanto, foi com Os Bons Companheiros (1990), que o diretor passou a encabeçar a lista dos principais diretores da história do cinema. O longa conta com as interpretações perfeitas de Robert De Niro, Joe Pesci e Ray Liotta. Ademais, com seis indicações ao Oscar, apenas Joe Pesci venceu na categoria de Melhor Ator Coadjuvante.  

Um ano depois, é lançado Cabo do Medo, um filme que acompanhamos um psicopata em busca de vingança. De Niro (indicado para Melhor Ator) e a jovem Juliette Lewis (indicada para Melhor Atriz Coadjuvante) roubam a cena. Posteriormente, em 1993, Scorsese comandou Daniel Day-Lewis em A Época da Inocência.

Voltando novamente para a máfia, Martin conseguiu realizar um filme tão bom quanto Os Bons Companheiro. Em 1995, foi lançado Cassino, com Robert De Niro, Joe Pesci e Sharon Stone. Esses dois longas entram sem dúvidas na categoria “Obras-primas”. Ademais, em 1997, Scorsese dirigiu Kundun e dois anos depois Vivendo no Limite com Nicholas Cage

Anos 2000: Oscar e parceria com Leonardo DiCaprio

Scorsese entrou no novo milênio a todo gás. Assim, do mesmo modo que no século passado De Niro dominava seus filmes, nos anos 2000, o diretor encontrou Leonardo DiCaprio e ambos fizeram uma grande parceria. Primeiramente em Gangues de Nova York (2002). Em 2004, o ator protagonizou O Aviador. Posteriormente, chegou a vez de Os Infiltrados (2006).

Como resultado, finalmente Martin Scorsese levantou a estatueta na categoria de Melhor Diretor. Por outro lado, DiCaprio começou a fazer atuações sensacionais e consigo escapar do jovem que protagonizou Titanic. Em 2010, Scorsese dirigiu A Ilha do Medo, novamente com Leonardo.  


Mudando totalmente seu estilo, Martin dirigiu A Invenção de Hugo Cabret (2011). Assim, conquistou seu terceiro Globo de Ouro como diretor. Em 2013, a parceria Scorsese e DiCaprio retornou com o espetacular O Lobo de Wall Street. Ademais, para muitos é essa interpretação que daria o Oscar a Leonardo.

Já em 2016, o diretor realizou o épico Silêncio, com Liam Neeson. Ainda mais, para coroa os velhos tempos, Scorsese dirigiu o filme de maior orçamento da Netflix até aquela época (2019). O Irlandês juntou as lendas Al Pacino, Robert De Niro e Joe Pesci. A nostalgia foi incrível e o belo filme entrou para o top 10 mais assistido do serviço.

Futuro e a marca na história

Com seus 79 anos, Martin continua trabalhando e seu próximo filme será Killers of the Flower Moon. A produção conta Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, que sem dúvidas são os dois atores mais importantes na carreira do diretor.

Ainda mais, Scorsese deixou sua marca na história do cinema mundial. Todos têm certeza que o diretor ainda trará para o público muitos outros filmes espetaculares. Ademais, sem a menor dúvida, ao lado de Steven Spielberg, Martin Scorsese é o maior diretor da sétima arte.

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