18/05/2022 às 21h39min - Atualizada em 18/05/2022 às 21h31min

Heartstopper: a importante representatividade para jovens LGBTQIAP+

Em meio à tantas produções pesadas, com finais trágicos e amores impossíveis, Heartstopper encantou com uma história de amor leve, apaixonante, de autoconhecimento e aceitação

Gean Rocha - editado por Larissa Nunes
Heartstopper chegou ao streaming com 100% de aprovação da crítica e 98% de aprovação do público. (Foto: Reprodução/ Netflix)

Baseada na graphic novel escrita pela Alice Oseman que atuou como roteirista e produtora executiva da série, narra à história de Charlie (Joe Locke) e Nick (Kit Connor) dois garotos que se conhecem no ensino médio. Charlie, um garoto gay que estuda em uma escola só de meninos e Nick, a popular estrela de rugby da escola. A amizade entre os dois começa a se transformar em um romance secreto até que Nick enfrenta seus medos e começa uma jornada de aceitação e auto descoberta.

Aclamado pela crítica e pelo público, a série chegou ao streaming com índice de 100% de aprovação da crítica no consagrado agregador Rotten Tomatoes, e 98% de aprovação do público.


Trailer da primeira temporada de Heartstopper já disponivel na Netflix. (Reprodução: YouTube/ Netflix Brasil)


A trama é um relato de crescimento e despertar da sexualidade e adaptação consegue ser absurdamente fiel à sua origem. Seu elenco escolhido a dedo parece ter ganhado vida diretamente dos desenhos de Alice Oseman.

Leia mais: A apaixonante adaptação de Heartstopper

A série aborda assuntos como bullying, homofobia e transfobia de uma maneira mais leve, didática, delicada, madura e mostra o poder da amizade, do acolhimento e a força do primeiro amor sem focar com exclusividade nos obstáculos que surgem para os protagonistas.

O autoconhecimento e aceitação retratado por Nick na série, retrata bem o que milhares de jovens passam na busca de sua sexualidade e enfrenta esse mesmo dilema todos os dias na vida real. A cena de Nick pesquisando na internet testes sobre ser ou não gay é emocionante.

O seriado retrata partes complexas da trajetória da juventude LGBTQ. A trama permeia não só o processo de descobrimento, como também o processo de se aceitar e se assumir. Nesse sentido, Heartstopper mostra a importância de respeitar seu tempo e buscar ser você mesmo. Assumir-se para o mundo demanda coragem, pois traz consequências palpáveis.


A série também mostra como o apoio dos amigos e da família são essenciais para o crescimento saudável e livre de problemas psicológicos, tendo em vista que, em realidades como a brasileira, na qual pessoas trans têm sua taxa de vida em 35 anos e, a cada 19 horas, um LGBTQIAP+ perde a vida, não há nada melhor do que a aceitação de quem amamos.

Hearstopper mostrou que pode ser mais que uma série água com açúcar, com um romance clichê, mostrou que amores LGBTQ são possíveis, mostrou uma representatividade para aquele adolescente de 13 anos que está na fase da autodescoberta que tudo bem está confuso e sem entender quem você é ou a que lugar você pertence, a resposta vai chegar e você pode sim, ser feliz como você é!

Heartstopper é um romance clássico para aqueles que gostam de torcer pelo amor e foi criada para fazer sucesso com o público mais jovem, mas surpreendeu e mostrou que é capaz de conquistar fãs de todas as idades.



 


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