18/07/2019 às 14h30min - Atualizada em 18/07/2019 às 14h30min

Fogos de artifício: linha tênue entre a diversão e o perigo

Em vários formatos e tamanhos, os fogos dão um colorido a mais nas festas juninas, mas é preciso ficar atento e seguir todas as recomendações

Gislayne Souza
A venda desses fogos a menores de 18 anos é proibida segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Foto Reprodução: Curta Mais)

Entre os meses de Junho e Julho o céu ganha um colorido a mais com os fogos de artifício que são marcos das festas juninas. São vários formatos e tamanhos (classificados em quatro categorias, sendo elas A, B, C e D, de acordo com a quantidade de pólvora, que reflete no nível do som), voltados para todas as idades. Mas é preciso ficar atento e seguir todas as recomendações para evitar acidentes.

Os fogos dos tipos A e B podem ser manuseados e utilizados por crianças e adolescentes, desde que estes estejam sendo monitorados por adultos. A venda dos artefatos a menores de 18 anos, fora da classificação de risco A, é expressamente proibida, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90).
                                                                              

Classificação dos fogos de artifício, de acordo com a Agência Brasil (Foto reprodução / Agência Brasil).

Agora vem cá: você sabe como surgiu este elemento tão importante durante a festa junina? 

Os fogos de artifício tiveram início na China como forma de agradecer aos deuses pelas boas colheitas e se espalharam pelo mundo. Hoje são utilizados por diversas culturas, principalmente como símbolo de comemoração dos festejos que acontecem ao longo do ano, como Natal e Réveillon, por exemplo.

Os fogos são considerados elementos de proteção, pois espantam os maus espíritos, além de servir para acordar São João com o barulho, como conta a lenda.

Entretanto, apesar de toda a tradição que cerca os festejos juninos, esse costume da queima de fogos pode ser extremamente perigosa, não só para as pessoas em geral como também para os animais (principalmente os silvestres) e para a própria natureza. 

Os principais problemas causados a animais, em decorrência do barulho de fogos de artifício, são reações comportamentais como estresse e ansiedade. Já nos humanos, a queima de fogos pode causar danos físicos, incômodo em pacientes em leitos de hospitais e até mesmo em casos mais extremos e de maior gravidade: a morte.

De acordo com um estudo realizado na Índia, a atividade da queima de fogos pode causar uma contaminação do ar a curto prazo. Os poluentes emitidos pela queima têm significativo impacto sobre a saúde dos habitantes da região. 

Editado por Letícia Agata.
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