09/10/2019 às 17h23min - Atualizada em 09/10/2019 às 17h23min

Homenagem a torcedor uruguaio vai além da rivalidade

Cerrense vira a casaca e torce para time do filho morto em um acidente

Gabriel Araújo - Editado por Paulo Octávio
Foto: Deporte Uruguay, via Justo y Nico.

Na Villa del Cerro, torcer é mais que entretenimento, é amor expresso nas cores azul e branco ou verde e vermelho. Todos no bairro Lar de Dois, dos times mais tradicionais de Montevidéu, vivem o Clássico de la Villa, como partes de si. Fã de longa data do Club Atlético Cerro, Justo Sánchez fez questão de filiar o filho no tradicional clube montevideano, poucas horas depois de seu nascimento. Certo de que a tradição seguiria, ele não esperava anos depois, ver Nicolás vestindo o manto rival, o Rampla Juniors

 

Pai e filho, companheiros fundamentados no amor e no respeito que tinham por essa relação e suas dimensões futebolísticas, não poderiam mais vivenciar essa saudável rivalidade, após acidente ocorrido em 2016, a caminho de uma partida. Nico deixou os campos da vida para alçar os da eternidade. Eternidade evidente nos arcos do estádio Olímpico, que contêm homenagens ao jovem, mas principalmente ao ver Don Justo, desta vez em meio aos apaixonados picapiedras (apelido dado aos torcedores do Rampla), estender os dizeres: “Nico siempre presente”.

 

Por isso, com amplo trabalho e gana de levar essa história a todos, foi produzido o documentário: “Justo y Nico - Una historia de amor, más allá de los colores.” E através dela será transmitido os valores de tolerância e as admiráveis dimensões que envolvem eventos esportivos, sociais e culturais. Um relato que reflexiona sobre paternidade e acima de tudo amor incondicional. Nico concorreu o prêmio de melhor torcedor da Fifa, mas perdeu para brasileira Silvia Grecco.

 

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