08/03/2020 às 00h11min - Atualizada em 08/03/2020 às 00h11min

Sob olhar de Maradona, Tevez dá título ao Boca Juniors

Com seis gols nos últimos seis jogos, o atacante foi decisivo na arrancada em busca da Superliga Argentina

Paulo Octávio - Editado por Amanda Cruz
Foto: REUTERS/Agustin Marcarian
A noite do dia 7 de março está na história do Boca Juniors. A história do 34º título argentino na história do clube foi escrita da melhor forma para o torcedor boquense . Com uma reação fantástica, a apatia dos Millonarios, que não fez sua parte, e a presença de seu maior ídolo, Maradona, mesmo do outro lado, como técnico do Gimnasia. O triunfo por 1 x 0, com gol de Tevez, fez com que o Boca ficasse com um ponto a mais que o River Plate, que só empatou com o Atlético TucumánJá, para o time de Nuñez, a noite foi de desgosto. O clube precisava de uma vitória simples para se tornar campeão. Poderia tropeçar em caso de derrota ou empate do Boca, mas deu tudo errado. O jejum de seis temporadas sem título argentino -- taça  que faltava para o técnico Gallardo -- foi ampliado. Ficou para o ano que vem.

1º TEMPO

Quem esperava uma primeira etapa emocionante se decepcionou. No começo, o River e Tucumán foram equipes pragmáticas e ariscaram em poucas oportunidades. O River começou com mais posse de bola, mas foi o Atlético que teve a primeira boa chance. Aos quatro, Erbes, de fora da área, bateu para boa defesa de Armani. Aos dez, Borré recebeu lançamento de Fernandez e chegou a abrir o placar, mas estava impedido. O castigo veio minutos depois. Aos 18, Aguirre cobrou escanteio, e Toledo subiu mais que a zaga para abrir o placar para o Tucumán. Com o resultado, o Boca ficou a um gol do título. Pressionado, Los Millonarios tentaram responder por duas vezes. Aos 20, De La Cruz, que tentou da entrada da área; e aos 21, Cruz acionou Suárez, que também desperdiçou. A partir daí os times caíram de produção. O River não acertava o último passe, e o Tucumán só se defendia. Até que aos 34 Casco foi no fundo e cruzou na entrada da pequena área. Suárez subiu entre dois zagueiros e empatou o jogo. Assim, o River voltava a ficar com a taça. 

2º TEMPO

Com empate em Tucumán e na Bombonera, os Millonarios precisavam de um gol para confirmar o título sem depender de outro resultado. E após uma pressão inicial do Atlético, o River criou bastante. Aos quatro, Fernandez bateu a falta com perigo. Aos seis, a arbitragem não deu pênalti de Heredia que derrubou Fernandez. Com rival apagado, o Atlético teve espaço, e Toledo bateu cruzado para boa defesa de Armani. Pressionado, Gallardo mexeu na estrutura do time. Com Quintero, o clube passou a atuar no 4-3-1-2, mas isso nao fez com que a agremiação supreendese o rival. Ansioso, o River não conseguia acertar o último passe. A melhor chance aconteceu aos 27 quando Borré perdeu embaixo da trave. O gol fez muita falta. Logo depois, aos 33, na Bombonera, Tevez, da intermediária, chutou cruzado com força. chegou tentar espalmar, mas a bola entrou. Delírio na Bombonera, pois assim era o Boca que ficava com título.

O River continuou tentando o gol que lhe daria a taça. Aos 30, Quintero bateu a falta à esquerda do goleiro Lucchetti. Logo na sequência, Carreira cabeceou com perigo, e Armani buscou. Sete minutos depois, Quintero serviu uma boa bola para Scocco. Ele chegou a ficar cara a cara com goleiro, porém perdeu tempo da bola e desperdiçou. Aos 41, Gimnasia quase deu o título para o River. Caire, sozinho e sem goleiro, desviou para fora a falta batida por Victor Ayala. Passado o susto, o Boca se segurou, e o River não conseguiu fazer mais nada.

O apito final foi a senha para o grito de campeão dos Boquenses. Após uma reação nos últimos jogos, enfim, o clube conseguiu bater o maior rival após derrota na final da Libertadores de 2018 e na semi em 2019. E a festa foi grande. As luzes do estádio foram apagadas, os jogadores vestiram camisa especial, receberam os familiares e brincaram com espuma. No camarote, Riquelme tomava seu chimarrão com calma ao lado de amigos. No banco, Maradona, que estava com terço na mão, se encantou com a festa. A mãe de um atleta afirmou que a festa só deveria acabar ao raiar do sol. 

PRÓXIMOS CONFRONTOS 

Agora as duas equipes voltam suas atenções para a Libertadores. O Boca encara o Independiente Medellín, na terça-feira (10), às 21h30
(horário de Brasília), na Bombonera. Já o River pega o Binacional, na quarta-feira (11), o Monumental, às 19h15 (horário de Brasília). 


  Veja os melhores momentos do jogo. Imagens: Fox Sports. Canal: Fox Sports Brasil

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