15/04/2019 às 09h59min - Atualizada em 15/04/2019 às 09h59min

Lançamento do documentário “Amazônia: O Despertar da Florestania”

“Fizemos um filme que motive as pessoas a pegarem o bastão dessa luta” diz Miguel

Mariana Jardim
A Semana dos Povos Indígenas é uma realização do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia da PUC - Goiás em parceria com o Museu Antropológico da Universidade Federal de Góias (UFG) e Conselho Indigenista Missionário, é marcada pelo lançamento do documentário “Amazônia: O Despertar da Florestania”. O doc foi produzido pela atriz e ambientalista, Christiane Torloni e pelo diretor e cineasta Miguel Przewodowskli. O Teatro do Câmpus V da PUC-GO foi palco para a exibição do documentário, na terça-feira (09) feito com imagens cedidas e caseiras filmadas pela própria Christiane Torloni, afirma Miguel Przewodowskli.

“Fizemos um filme que motive as pessoas a pegarem o bastão dessa luta”, diz Miguel sobre o principal objetivo do documentário. Christiane relata que os índios são pessoas generosas e a importância do conhecimento sobre a Amazônia é que “se todos os brasileiros viessem pelo menos uma vez na Amazônia, tudo mudaria" diz a Ambientalista. A Amazônia terra de desmatação e destruição como mostra o documentário, Indígena Elsa Xemnite diz,“nós não podemos deixar que acabem com nosso território”.

A professora de Publicidade e Propaganda da PUC-GO, organizadora da Semana dos Povos Indígenas, Patrícia Quitero, afirma que a importância do documentário traz uma consciência cidadã da floresta, “é uma luta que tem ser discutida, travada e vencida”, afirma Patrícia. A luta indígena por seus direitos garantidos desde a constituição desde 1988 é pouco conhecida, portanto, “a situação das comunidades indígenas requer muito cuidado” relata Patrícia.

A estudante Isadora Ribeiro comenta, que há um tempo, acompanha a Christiane e Miguel na produção “não imaginava ser tão grandioso e impactante” afirma Isadora, e ainda diz que a importância da conscientização do tema abordado no documentário tem grande relevância, pois temos que fazer alguma coisa. “Não podemos deixar isso passar, temos que nos reunir, se juntar e pegarmos essa causa”, declara Isadora.

“Mata é índio” é uma das falas marcantes do documentário, Isadora diz que muitas pessoas sabem que é importante a discussão do tema Amazônico “Ninguém está fazendo nada, nós devemos não apenas pensar no que pode ser feito, mas fazer", comenta a estudante. A Indígena Elsa afirma que ninguém vai parar de lutar para ter a paz. O Parque do Indígena do Xingu criado 1961 abriga aproximadamente 5.500 índios de quatorze etnias pertencentes aos quatro grandes troncos linguísticos indígenas brasileiro, além de promover a preservação da fauna e flora.

 
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