07/12/2020 às 13h44min - Atualizada em 07/12/2020 às 13h20min

Com a volta dos campeonatos no Brasil, casos de Covid-19 em jogadores têm aumento de 50% no mês de novembro

Em meio a pandemia do novo vírus, clubes registram número elevado de atletas infectados e questionam o uso indevido do protocolo criado pela Confederação Brasileira de Futebol

Maria Santos - editado por Thamyres Pontes
Jogadores reunidos em treino - Foto: Divulgação Flamengo
Desde a retomada do futebol no Brasil, o número de jogadores e técnicos com Covid-19 têm aumentado. Apesar de ter uma série de protocolos e recomendações criados pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), isso não impossibilitou a contaminação dos atletas. Cerca de 341 casos foram confirmados nos times da Série A em 2020, entre os mais impactados estão Vasco, Flamengo, Goiás e Palmeiras. 
 
No duelo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana, em novembro, o Vasco teve uma baixa de dez jogadores infectados. Outro clube carioca que também sofreu com seus atletas contaminados foi o Flamengo, que chegou a solicitar o adiamento da partida pelo Campeonato Brasileiro contra o Palmeiras, no fim de setembro, devido ao grande número de desfalques no confronto da 12 ª rodada. Dois meses depois, foi a vez de o Verdão divulgar o surto de Covid-19 no elenco, com 18 jogadores testando positivo.

Na partida de abertura do Campeonato Brasileiro, o Esmeraldino confirmou casos positivos no elenco, dez jogadores foram testados horas antes da disputa contra o São Paulo, como consequência, o jogo foi adiado em cima da hora.O Santos também sofreu com o número de infectados, o Peixe teve 17 jogadores afastados, além disso, o técnico Cuca chegou a ser internado na Unidade de terapia intensiva (UTI).
 

Bastidores dos Clubes
 
Nos bastidores, dirigentes de clubes da Série A questionaram falhas no protocolo da CBF, no qual afirmaram que a entidade não providencia a testagem em todos os envolvidos na partida, somente em jogadores e comissões técnicas. Consequentemente, os times testem por conta própria às demais pessoas presentes no jogo.
 
Ainda, alegaram a falta de fiscalização quanto à testagem dos demais membros da delegação, alguns não realizam os testes, seja por preferências ou problemas financeiros. Para os dirigentes, estas atitudes podem facilitar na disseminação de casos positivos. 
 
Em defesa às medidas adotadas, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) relatou que todos os clubes concordaram com os planos apresentados e assinaram o protocolo. 
 

Protocolo
 
O documento é composto por 60 páginas, no qual estabelece novas regras para a retomada da competição. O protocolo foi elaborado por uma comissão de médicos designados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), liderada pelo médico Jorge Pagura, que apresenta uma sequência de restrições a serem seguidas. 
 
Nos pontos principais do protocolo, encontra-se a realização de jogos sem o público. Em confronto da Série A, o número foi reduzido em 300 profissionais presentes nas partidas, entre funcionários, atletas, arbitragem e delegação dos clubes. 
 
Dentre outras regras, está a disponibilidade dos testes para 23 atletas relacionados de cada equipe e seus respectivos treinadores. As testagens são realizadas dias antes da partida, para não ocorrer problemas inesperados na data do jogo. No início do Campeonato Brasileiro, jogadores que testavam positivo eram retirados das partidas. Mas devido ao reajuste no protocolo, jogadores que testaram positivo no primeiro e segundo exame, há mais de 14 dias, não são considerados contagiosos e são liberados.
 
No protocolo é possível achar procedimentos básicos como a higienização dos estádios, antes e depois das partidas, e o uso obrigatório de máscaras nas dependências utilizadas durante os jogos. Além disso, a documentação prevê multa e advertência em casos de descumprimento das restrições estabelecidas.
 
 
 
 
 

 

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