01/02/2021 às 16h08min - Atualizada em 01/02/2021 às 15h51min

Edina Alves e Neuza Back são a primeira dupla de arbitragem brasileira feminina a participar do Mundial de Clubes

As árbitras fazem história como as únicas mulheres a comandar uma competição oficial da FIFA, na modalidade profissional masculina

Maria Santos - editado por Thamyres Pontes
Convocadas para o Mundial de Clubes - (Foto: Arquivo Pessoal)
Edina Alves, a árbitra brasileira, é a primeira mulher a ser convocada para liderar o trio de arbitragem em um Mundial de Clubes. Nascida no município de Goioerê, no Paraná, graduada em Educação Física, o interesse pela arbitragem começou em 1999, quando foi convidada para participar de um evento amador, tendo o seu primeiro contato com o apito. Edina teve sua carreira oficialmente iniciada em 2000, após vários anos atuando como jogadora de futsal.
 
Durante 14 anos, soube conciliar as funções de auxiliar e árbitra principal; somente em 2014 abandonou definitivamente a bandeirinha. Posteriormente, em 2019, reiniciou sua carreira e se tornou a primeira mulher a apitar uma disputa da Série A brasileira, desde 2005. Desde então, Edina, apitou 13 partidas do Brasileirão e quatro jogos da Copa do Mundo Feminina de 2019, na França, incluindo a semifinal entre Inglaterra e Estados Unidos.  
 
A assistente Neuza Inês Back, que fará parte do trio de arbitragem, é formada em Educação Física, natural de Saudades (SC). Neuza possui 57 jogos, entre 2019 e 2021, em diversas Competições Nacionais, além de integrar o quadro da FIFA (Federação Internacional de Futebol) desde 2014, participou também do último Mundial feminino. Recentemente, trabalhou no confronto entre Vélez Sarsfield e Peñarol, válido pela segunda rodada da Copa Sul-Americana masculina de 2020. Ambas tiveram atuações como assistente de árbitro de vídeo.  
 
Desde 2015, Edina e Neuza vem se destacando em cursos e treinamentos intensivos organizados pela Comissão de Arbitragem da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Além disso, fizeram parte do Curso Rap-FIFA III, destinado para 11 árbitras e 27 assistentes femininas, no qual tiveram módulos como preparação física, posicionamento, leitura de jogo, impedimentos e análises de vídeos. Em 2016, participaram do Curso Rap da FIFA Feminino, em Águas de Lindóia (SP), no qual, pela primeira vez, 11 árbitras e 25 assistentes, aspirantes e do quadro nacional, foram treinadas por instrutoras mulheres.  
 
A escalação de um trio feminino na arbitragem, com as brasileiras Edina e Neuza e a argentina Mariana de Almeida, é histórica, será a primeira vez em que mulheres apitarão em um torneio masculino profissional da FIFA. Desde então, houve a presença feminina em campeonatos de base. A pioneira foi a suíça Esther Staubi, que em 2017 esteve em Japão x Nova Caledônia, no mundial Sub-17, na Coreia do Sul. 
 
A presença feminina comandando jogos importantes no futebol masculino têm aumentado nos últimos anos. A francesa Stephanie Frappart é uma das principais representantes desta modalidade. A árbitra da final da última Copa Feminina fez história ao ser a primeira mulher a dirigir uma partida masculina da Champions League, entre Juventus e Dínamo de Kiev, em dezembro de 2020, e a primeira a apitar no Campeonato Francês da categoria. Igualmente, na Alemanha, Bibiana Steinhaus passou a atuar na Bundesliga em 2017, e ano passado comandou a final da Supercopa da Alemanha no confronto entre Bayern de Munique e Borussia Dortmund
 
Enfim, o Mundial de Clubes será disputado entre os dias 4 e 11 de Fevereiro de 2021, no Qatar. Este seria o último torneio com o formato de 2005, com seis campeões continentais e o campeão do país sede da competição. Ao todo, a FIFA informou que serão sete árbitros e doze 12 assistentes, além de sete assistentes de vídeo para operar o VAR. Todos os selecionados já estão no Qatar cumprindo os protocolos rigorosos de saúde por conta da COVID-19.
 












 


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