06/06/2019 às 17h59min - Atualizada em 06/06/2019 às 17h59min

"ÊÊ, Mana": Comunicação comunitária e alternativa

Projeto abre espaço para que mulheres ribeirinhas, indígenas, quilombolas, negras e periféricas contem suas histórias

Aldo Júnior
Iniciativa abre espaço para as diferentes mulheres amazônidas (Foto: arte / divulgação)
O "Êê, Mana" é um grupo de comunicação e audiovisual criado em 2017 pelas jovens Tamara Mesquita, de 23 anos, jornalista, mulher amazônida, preta e periférica, educadora social e integrante do movimento popular, e Izabela Chaves, de 25 anos, que também é periférica, educadora social, técnica em comunicação - Rádio e TV, estudante de cinema e audiovisual e integrante da Tela Firme, após ambas perceberem a existência de uma lacuna quando se trata de mulheres amazônidas, onde é perceptível que há pouca circulação de conteúdo sobre essas mulheres, ou melhor, essas "manas", decidindo assim, se tornarem mediadoras desse processo.

O projeto também conta com a colaboração de Amarilis Marisa, de 23 anos, mulher amazônida, preta e periférica, técnica em comunicação - Rádio e TV, fotógrafa e estudante, e de Felipe Pedroso, de 29 anos, publicitário e fotógrafo. O grupo visa falar sobre mulheres ribeirinhas, indígenas, quilombolas, negras e periféricas, para que as mesmas possam ter espaço para falar sobre suas realidades, para que elas possam contar o seu dia-a-dia. "Queremos ouvir e compartilhar histórias, lutas, vivências e muito mais", ressaltou Tamara.

A proposta é desenvolver um canal alternativo e comunitário, utilizando a linguagem da comunicação e audiovisual para realizar o que o momento pede. Um documentário, um papo, uma foto nas redes sociais que possa dialogar com as comunidades, buscando refletir sobre suas realidades, fortalecendo o protagonismo dessas mulheres. "Para o 'ÊÊ, Mana', representatividade é ir e mostrar a pluralidade que existe na Amazônia, que no caso são mulheres diferentes uma das outras", disse Izabela.

Os próximos passos já estão previstos. O projeto lançou no mês de maio a sua primeira websérie, onde tiveram um ótimo retorno e por esse motivo pretendem continuar nesse ritmo de produção, mesmo com todas as dificuldades financeiras e técnicas. O "ÊÊ, Mana" também tem uma vaquinha online para arrecadar fundos com o intuito de investirem em equipamentos, para que possam dar continuidade nas produções de conteúdos.

O "ÊÊ, Mana" pode ser acompanhado através do Instagram, do Facebook e do YouTube, que é o maior foco e objetivo do projeto. Também é válido pontuar que o canal não se denomina feminista, justamente por entender que cada comunidade é diferente e muitas mulheres se vêem como lideranças.

Tamara e Izabela ressaltaram que não querem estar somente no espaço digital, e que por isso se fazem presentes fisicamente dentro das comunidades para conversar ou ministrar oficinas, tudo por entenderem que é importante ter esse contato com as mulheres e que essas narrativas precisam ser construídas no audiovisual por mulheres do Pará, nortistas, elas falando por elas mesmas, de formas diferentes, de acordo com a comunidade em que estão inseridas.

Acompanhe o projeto nas redes sociais
Instagram: eeemana
Facebook: ÊÊ, Mana
YouTube: ÊÊ, MANA

Editado por Alinne Morais
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