16/01/2022 às 22h13min - Atualizada em 16/01/2022 às 21h20min

Não olhe para cima | Reflexões e Comparações de espectadores

O filme teve um sucesso astronômico desde que foi inserido na Netflix em diversos países, gerando reflexões com as relações sociais.

Paulo Victor Alves dos Reis - Revisado por Isabelle Marinho
Elenco do filme "Não olhe para cima". (Foto: Reprodução/ Netflix)
Não olhe para cima foi adicionado no dia 24 de dezembro de 2021 ao catálogo da Netflix. Chegando ao um streaming como um sucesso meteórico, o longa de Adam McKay atingiu números representativos e, em cerca de 6 dias, teve 152 milhões de horas assistidas, ficando no topo da lista de mais assistidos em 89 países.
 
O elenco ainda conta com dois ganhadores do OscarLeonardo DiCaprio, que interpreta o astrônomo Randall Mindy, e Jennifer Lawrence, que dá vida a astrônoma Kate Dibiasky.
 
Enredo: 

A estudante de Doutorado e Cientista, Kate, durante uma noite de estudo, percebe a movimentação de um cometa vindo à Terra, o que faz com que ela fique pasma e fale ao seu superior, o Doutor e Professor Randall, que por seus cálculos confirma a colisão com o planeta em poucos meses. Ou seja, se algo não for feito por parte das autoridades, uma catástrofe estará prestes a acontecer e decretará o fim da vida humana na Terra.

 
Trailer do filme "Não olhe para cima". (Reprodução: Netflix Brasil/YouTube)
 
A partir da descoberta, começa uma grande movimentação dos astrônomos para alertar a imprensa e as autoridades. De imediato, eles vão à Casa Branca, porém não há êxito, pois os compromissos supérfluos da presidente Orlean (Meryl Streep) e seu filho Jason (Jonah Hill) fazem com que eles não dêem importância ao cenário que está por vir.

Com a ajuda do
Doutor Oglethorpe (Rob Morgan), inicia-se uma jornada de alerta sobre o perigo que o cometa trará para todos. O programa The Daily Rip os recebe, porém, a cientista se torna uma espécie de "meme". Com isso, todos já sabem o que está por vir, uns acreditam, outros começam uma espécie de negaciosismo. Buscando a reeleição à presidência, finalmente Orlean decide tomar medidas e chama os cientistas para trabalhar nessa missão.

Eles ficam surpresos, ainda, quando descobrem que a empresa Bash, irá atrair recursos com o projeto, apesar de seu projeto apresentar riscos para a população.


Além da ficção

O filme é uma espécie de sátira sobre o negaciosismo à ciência, visto que o cometa de Adam é um comparativo à diversos tipos de negação, como o aquecimento global, corona vírus, dúvidas sobre a eficácia de vacinas, entre outras.

 Não demorou muito para a comédia dramática repercutir nas redes sociais e os internautas associarem o filme à suas vivências.
Postagem de internauta comparando o filme ao cenário pandêmico. (Reprodução/ Twitter via usuário @thiagosyco1)

O canal do YouTube, Antídoto, publicou um vídeo sobre uma experiência que teve e como a associou à trama do filme, trazendo reflexões sobre o cenário pandêmico que estamos enfrentando há quase dois anos.
 
“Não olhe para cima” não é o melhor retrato do que estamos vivendo. (Reprodução: Canal Antídoto /YouTube)

Outro canal que também que publicou um vídeo sobre o filme, foi o do filósofo e escritor Henry Bugalho, que fez uma análise sobre a trama de Adam, e contextualizou o cenário que os Estados Unidos presenciava no momento em que o filme foi produzido, abordando as principais temáticas da comédia.
 
Não olhe para cima sem spoilers (Reprodução: Henry Bugalho/YouTube)
 

Perspectiva relatada quem assistiu ao filme

O estudante de economia Jaciel Marinho, 22, assistiu à comédia dramática e ressaltou que na sua análise o filme é uma sátira, a intenção dele é trazer, caricatamente, a forma como as autoridades públicas, mídia e o próprio público lida com uma evidência científica de um apocalípse próximo, uma metáfora sobre o meteoro que viria de encontro à Terra.
 
Marinho salienta, ainda, que:

 
“No contexto narrativo, o filme não traz nada de novo ou revolucionário na forma como se desenrola a história, se tirar o contexto em que ele foi lançado, pandemia e negacionismo “bolso-trumpista”, sobra um filme feijão com arroz (básico) com uma denúncia ao aquecimento global não explícita, porém com negacionismo à ciência explícito”.

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