03/10/2022 às 20h38min - Atualizada em 22/09/2022 às 15h09min

A Pequena Sereia: O Live Action de 2023 gera debate e enaltece um novo tempo a caminho

Os dois lados da repercussão onde a Disney trouxe famílias e crianças para um novo imaginário

Marina Magalhães Prizan - editado por Larissa Nunes
Todas são Ariel. (Foto: Ilustração / Nando Motta)

A Disney comemora seu centenário em 2023. Em sua segunda edição, o evento D23, responsável por anunciar os próximos lançamentos da produtora, anunciou uma série de novidades, dentre elas a mais aguardadas desde 2019: o trailer de 'A Pequena Sereia'  estrelado
por Halle Bailey, que dará vida a famosa personagem Ariel.

Os internautas estão debatendo a questão, pelo fato da Ariel, na animação ser de pele branca, e a atriz nesta nova aposta de renovação dos clássicos ter a cor de pele negra.


Quatro anos depois do anúncio da estrela de 22 anos, ouve quem torcesse o nariz para o que viu, mas esquecem que essa não é a única mudança que a Disney proporciona ao mundo nesses últimos anos. Nossa Ariel é preta, a fada azul do Pinóquio, foi preta, a Sininho de Peter Pan, será preta.


Personagem Ariel no filme A Pequena Sereia. (Foto: Reprodução / Twitter)
 
 


Talento não se discute pela cor da pele ou caracteristica, mas parece que nem todos concordam com isso. Contudo, as próximas e já concluídas produções, mudaram óticas padrões estabelecidas pela próprias empresas, e contextos sociais e históricos contados e apagados pela mídia.

No centenário da Disney vemos ao longo desses últimos anos seus stúdios darem uma cara nova as sua produções. Mulheres que não precisam de príncipes, a primeira princesa negra, tem personagens que diz teoria ou comprovação, que pertence ao grupo LGBTQIAP+. Se até o Pinóquio ficou sem o seu final clássico, e princesas vão à luta, a Disney errada não tá de evoluir do contexto sociocultural. Releituras merecem ser feitas para sermos tirados da caixinha imutável.

 
Comentários feitos em postagem nas redes sociais sobre o filme 'A Pequena Sereia'. (Foto: Reprodução / Twitter)
 


O que torna você de verdade? Dizia a fada azul em Pinóquio, são seus sentimentos, ações e coragem. O que torna personagens autênticos? São suas histórias. E que elas sejam capazes de fazer com que nós possamos 'comprar a ideia' e suas mudanças.

Halle Bailey em um curto trailer, bebe só mais uma dose dessa nova perspectiva do studio sob de seus personagens clássicos e novos que chegarão. Sendo a mais nova testesmunha de uma ''reparação'' histórica da produtora e do cinema. No cenário do audiovisual, apenas 20% dos atores e atrizes negros, conseguem ser protagonitas em filmes. Apesar da crescente estrada, ainda existe desiguadade no meio artistíco.

A atriz pronunciou em um programa de auditório, que está muito feliz pela oportunidade de viver a sereia, e reinventar o imaginário das pessoas, tanto quanto da personagem e que sabe que ela pode significar uma nova perspectiva para crianças lindas, que têm a sua cor de pele, vivendo uma personagem tão grade como a Ariel.

Há divergência sobre o assunto, quando falamos de representatividade, até para as pessoas negras, mas esperamos que a onda de quem ficou louco no trailer, diga para Halle que merece esse patamar. Porém, os comentários racistas desde que o trailer foi lançado ultrapassa o número de Likes.


 

Comentários feitos em postagem nas redes sociais sobre o filme 'A Pequena Sereia'. (Foto: Reprodução / Twitter)
 


Gerando mais de 1,5 milhão de deslikes, a plataforma do YouTube da Disney desabilitou o botão de deslike. Nas redes sociais, tem apoio de um lado, e harters do outro mundialmente expondo suas opiniões. Ilustrações da Ariel negra já circulam pelo Twitter, tanto quanto as ilustrações e Photoshop com as mudanças das características de Halle.

E apesar dos comentários desmotivacionais, nada parece aquecer mais o coração da protagonista do que pais e familiares gravando as reações de crianças negras encantados com essa nova Ariel.


 


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