06/05/2020 às 22h56min - Atualizada em 06/05/2020 às 22h56min

Me isolo, felizmente, não por completo.

Fiamma Lira - Editado por Rafael Campos
Fonte: Pixabay
Acordo mais um dia da quarentena. Não tem sido fácil. Em muitos momentos, sinto uma avalanche de emoções: tristeza, medo, tensão, insegurança, angústia e solidão. Nestas horas, procuro respirar fundo, tomar água, olhar para o céu e agradecer a Deus por estar viva e com saúde, mesmo diante de tantas incertezas.

Apesar desses dias sombrios, há muita luz ao nosso redor. Basta abrir o nosso olhar sob um outro ângulo. De forma despretensiosa, abro minha caixa de mensagem e me deparo com a primeira que enche meus olhos "Carol diz pra mim: 'Eu amo muito Fiamma, Mamãe'", era Nany, minha vizinha.

Ler aquelas palavras tão puras me aqueceu o coração de tanto amor e felicidade. Carol é uma criança de 3 anos muito linda, fofa, carinhosa e sincera. Ela é o meu xodó infantil. E quem me conhece sabe que eu amo criança. Esses seres alegram os meus dias. E Carol me anima a cada instante. Só de olhar o seu sorriso eu já me sinto muito melhor. É um gesto que dá força e vigor.

Fonte: Pixabay

Há algumas semanas, minha amiga Cristiane fez um vídeo lindo com fotos reunidas com vários de nossos amigos. Reassistir aquela gravação foi muito confortante e animador. Percebi o quanto sou querida e amada. Foi um afago para o meu coração solitário.

Conversar com amigas e pessoas especiais através das chamadas de vídeo me faz um bem enorme. Me sinto perto de cada uma delas mesmo longe e enclausurada na minha própria residência.
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