26/05/2020 às 18h37min - Atualizada em 26/05/2020 às 18h37min

Preservação ambiental nos primeiros meses de 2020

Brunna Feitosa - Editado por Letícia Agata

As manifestações, tanto nas ruas quanto nas redes sociais sobre o meio ambiente ajudaram e têm ajudado para que muitas pautas sejam vistas, pois chamam a atenção das autoridades e assim podem ser feitas medidas para ajudar a preservar a natureza.

Questões ambientais vem sendo muito discutidas desde o início de 2020 no Brasil. Temas como desmatamento da Amazônia, vazamento de barragens e seus perigos foram pautas na mídia. Assim, a população está ganhando cada vez mais conhecimento sobre esses assuntos e a editoria de jornalismo ambiental vem crescendo também.

A fotógrafa e jornalista, Letícia Verti, que trabalhou como assessora de imprensa no Ministério do Meio Ambiente de 2011 a 2019, comentou sobre a questão ambiental de Fernando de Noronha e sobre as famílias que moram nesses lugares que devem ser preservados. “Uma questão atual sobre Fernando de Noronha: querem liberar para fazerem cruzeiros por lá, mas a questão ambiental e da preservação impede essa ideia”, disse Letícia.

Segundo o jornal ''Correio'', o governo federal decidiu liberar a entrada de cruzeiros marítimos em Fernando de Noronha, um dos ecossistemas mais sensíveis de biodiversidade. Há sete anos Noronha não recebe cruzeiros marítimos com regularidade. O motivo passa por restrições impostas às operadoras para fretamento dos navios e licenças ambientais.

A administração do arquipélago é feita pela Agência Estadual de Meio Ambiente e pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), que no ano passado chegou a ter seu gestor afastado do cargo pelo governo.

Os barcos que tinham autorização para atracar em Noronha tinham capacidade de 150 a 200 passageiros, mas agora o plano, conforme apurou o Estado, é liberar para embarcações com 600 passageiros ou mais, o que pode colocar em xeque a capacidade de suporte do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

Em julho do ano passado, logo depois da taxa de preservação cobrada na ilha ser criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministério do Meio Ambiente declarou que iria rever regras para o local, como a proibição para a pesca de sardinhas e a realização de voos noturnos em Fernando de Noronha.

No início de fevereiro, ocorreu um mutirão de limpeza na cidade para conscientizar moradores e turistas. Eles puderam participar da segunda edição do mutirão de limpeza e conscientização ambiental.

Esse foi o segundo mutirão do ano, promovido com o objetivo de sensibilizar a comunidade local e visitantes sobre a importância da prática da coleta seletiva de lixo e ainda divulgar o decreto Plástico Zero, que proíbe o uso na ilha de descartáveis como copos, canudos, sacolas plásticas, entre outros.

Foram recolhidas embalagens, tampinhas de garrafa, lacres, sacolas e itens de alumínio, como latinhas e marmitas, totalizando 50 quilos de resíduos.

 

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