26/10/2020 às 12h50min - Atualizada em 26/10/2020 às 12h41min

Solidariedade em tempos de pandemia

É necessário ampliar o acesso à alimentação para as famílias afetadas

Mariene Ramos - Editado por Gustavo H Araújo
Foto: Arquivo de Andrea Piacquadio no Pexels
No dia 16 de outubro comemora-se o Dia Mundial da Alimentação. Porém, não há muito o que celebrar. Segundo o Banco Mundial, a estimativa é de que até o final do ano de 2020, cerca de 14,7 milhões de pessoas atinjam a extrema pobreza.

A pandemia do novo coronavírus trouxe vários impactos econômicos e um deles foi o aumento do desemprego. Dificultando, assim, o acesso de muitas famílias a uma alimentação adequada e segura. 

De acordo com a Escala Brasileira de Medida Direta e Domiciliar, a segurança alimentar ocorre quando a família tem acesso aos alimentos em quantidade suficiente sem comprometer o acesso às outras necessidades essenciais. É dividida em três graus: insegurança alimentar leve – não há certeza se terão acesso aos alimentos no futuro; insegurança alimentar moderada – o acesso à comida é menor que o devido; insegurança alimentar grave – quando há privação severa de alimentos. 

Um alivio em meio ao caos

A pandemia expôs vários problemas sociais, mas também mostrou a solidariedade de muitos brasileiros. Como é a caso da auxiliar de enfermagem, Enilma Alencar, que, mesmo desempregada, não mede esforços para ajudar outras famílias. Ela arrecada alimentos e distribui às famílias necessitadas. Para isso, conta com a ajuda de doações de parentes e amigos. 

Enilma explica que a ajuda vai além de doação de alimentos. Algumas vezes chegou a arrecadar dinheiro para comprar remédios e pagar contas de água e de luz. “É uma sensação muito ruim quando alguém bate na minha porta e pede um palito de fósforo e eu não tenho, isso me desestrutura”, disse. Ela afirma que é muito gratificante poder ajudar o próximo. "O sentimento é de gratidão."

Outro exemplo de solidariedade é o trabalho da ONG Corrente do Bem Brasília, que atua nessa área desde 2009. O projeto iniciou-se por meio de uma igreja local, e tem ajudado a alimentar muitas famílias há mais de 11 anos de existência. 

Segundo o presidente da ONG, Moisés Nogueira de Faria, com a pandemia, o número de pedidos aumentou: saltou de 60 para 1,2 mil famílias apoiadas e já doou 37 toneladas de alimentos durante esse período. 

Moisés afirma que tiveram dias em que chegaram a receber mil pedidos de ajuda e, para dar maior agilidade, criaram um SAC onde a pessoa faz o cadastro e eles verificam se a família já recebe algum outro tipo de ajuda; podendo, assim, alcançar o máximo de famílias que realmente necessitam.

Para quem tiver interesse em ajudar, a Corrente do Bem aceita doações de roupas, alimentos, brinquedos e trabalhos voluntários. As ações podem ser acompanhadas através das redes sociais @correntebrasilia.
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