09/05/2019 às 10h46min - Atualizada em 09/05/2019 às 10h46min

A falta de vigilância em condomínios é motivo de preocupação para os moradores

Casos de violência que não diminuem e podem ser evitados com simples cuidados

João Marques - Edição: Giovane Mangueira
Imagem: Reprodução internet
Números crescentes de assaltos a prédios e condomínios residenciais pelo país, têm feito síndicos e administradores recorrerem a novas medidas e orientações aos funcionários e moradores. Além de melhoria nos sistemas de vigilância, melhor capacitação de porteiros e colaboradores e cuidados que podem ser tomados.

No Rio de Janeiro por exemplo, assaltantes se passam por funcionários de empresa de gás para assaltar prédios, segundo a concessionária de gás, Naturgy.

Porteiros precisam estar atentos ao que acontece nas áreas comuns

Porteiros, vigilantes e funcionários precisam estar de olho ao que acontece nas áreas comuns e ao caminho que é feito por quem trafega pelo prédio. Para especialistas, algumas medidas podem ser tomadas como identificação completa de novos moradores, visitantes e prestadores de serviços, inclusive com registro por foto. Além disso, não devem transmitir informações pessoais de moradores sobre rotinas e horários, além de estarem atentos a todos os passos de estranhos enquanto estiverem no condomínio.

Tecnologia 

Além das câmeras modernas, existem diversos tipos de formas de monitoramento e controle de acessos aos prédios e condomínios, um deles é o Sirep que é um Sistema de Resposta de Emergência Pessoal, da empresa Help in Time. O aparelho fica na portaria e em caso de emergência o porteiro aciona o botão de socorro. A partir disso, uma central abre um canal de escuta e passa a ouvir tudo o que acontece ao redor do porteiro. Após isso é feito o protocolo de urgência, avisando os condomínios vizinhos, agentes públicos, síndico e moradores que estão dentro ou fora do prédio. O custo mensal chega a ser baixo, menos de R$200,00 por condomínio. Somente no Rio de Janeiro, o equipamento já possui quase cinco mil clientes.

Colaboração dos moradores

Paula Belchior é síndica de um condomínio com 76 unidades em Campo Grande, no Mato Grosso. Ela faz um alerta para a segurança dos condôminos. “Em nosso condomínio, os prestadores de serviços são registrados para entrarem no prédio em horário comercial. Os visitantes têm acesso ao interior do condomínio apenas com a autorização dos moradores que são totalmente responsáveis pelo visitante”, conta.
  
Moradores também tem papel fundamental na sua segurança e a dos demais vizinhos. Ao viajar, por exemplo, o ideal é que seja comunicado ao síndico e a administração dos condomínios. E só permitir entrada – mesmo com chaves – de pessoas previamente autorizadas. Além disso, é aconselhado, manter portas bem fechadas, estar atentos à identificação de funcionários de telefonia, entregadores e prestadores de serviço. 
 

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