22/04/2021 às 20h59min - Atualizada em 22/04/2021 às 20h55min

Crônica: mudanças na rotina

A adaptação aos novos tempos foi necessária

Giovana Cerantola - Editado por Andrieli Torres
Foto: reprodução/Google

A semana é corrida. Acordar às 6 horas da manhã, preparar o café, a marmita com almoço e o lanche da tarde, separar todas as apostilas de estudo que serão necessárias para o dia todo.

Já na segunda- feira, planejo os detalhes da semana inteira, os dias passam rápido e preciso estar preparada. Ao longo dele, estudar, aulas e mais estudos, o tempo voa e quando vejo já é hora de voltar para casa. Durante esse dia, que para mim foi corrido, sei que a July continua dormindo, ela adora ficar na cama quando está frio e quando está calor também, e a durante a tarde igual. Afinal, para ela, que não tem compromissos agendados, a rotina pode ser o que ela quiser fazer. 

 

Claro, a July em questão é a minha cachorrinha e seus compromissos são bem diferentes dos nossos, de humanos. Mas quando eu chego em casa, a folia é sempre a mesma! Muita festa, latidos, pulos e lambeijos, nosso momento preferido. Independente de quão corrido possa estar meu horário, sempre encontro um jeito de passar mais tempo com ela, levar ela caminhar, mimar e dar banho. É o nosso aquele momento juntas. 

 

Obviamente que você leitor deve estar estranhando. Essa rotina não existe mais. Isso tudo foi antes da pandemia de coronavírus, na época em que eu ia para o cursinho de manhã, passava o dia inteiro fora e só voltava à tarde. Hoje tudo mudou, só a nossa relação que não, na verdade, está melhor. 
 

Atualmente, não passo mais a semana inteira fora de casa, pelo contrário, estou em casa a semana toda, durante mais de um ano. Com certeza a July sentiu essa mudança e uma diferença na estruturação da casa. Ela tem companhia 24 horas por dia, todos os dias da semana, já que o restante da família também está junto nesse último ano. 
 

Uma coisa não mudou, o carinho, alegria e empolgação quando alguém chega do supermercado ou do médico (nossas únicas saídas de casa). Já a nossa reação foi totalmente alterada, a gente já não brinca com ela logo de primeira. É preciso retirar a máscara, lavar a mão, trocar de roupa para então dar atenção para a pequena, que não entende e até todo esse processo acabar, perdeu a agitação inicial, pobrezinha. 
 

Realmente, ter um pet em casa nesse período fez bastante diferença. Pode parecer que não, mas ela alegra meus dias, sente quando não estou bem e me faz companhia durante as aulas remotas. Em compensação, eu aprendi mais ainda com os sinais dela, a diferença de latido me mostra se ela está querendo brincar ou usar o banheiro, por exemplo. 
 

A gente faz tudo juntas, desde o amanhecer até a hora em que me deito para dormir. Talvez, inicialmente, ela tenha sentido um estranhamento na frequência dos passeios, já que nos primeiros meses de pandemia, nós tínhamos medo de sair de casa. No entanto, essa rotina de caminhada já foi restabelecida, uma vez que agora conhecemos as medidas de segurança necessárias e sair sem máscara é impensável. 
 

Enfim, é possível notar que muitas alterações foram feitas em doze meses, porém o amor que sentimos uma pela a outra não mudará nunca.


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