08/10/2021 às 13h28min - Atualizada em 07/10/2021 às 20h45min

Motivos que levaram o banco central a mudanças de transferências pelo pix

O aumento de quadrilhas especializadas em roubos e sequestros envolvendo o pix levaram o BC a essas medidas

Pedro Ferreira - Editado por Maria Paula Ramos
Marcello Casal JrAgência Brasil
O banco central (BC) alterou o limite das transações por pix para pessoas físicas no último dia (4). Essa medida deve servir para reduzir a vulnerabilidade dos sistemas das ações de criminosos, como sequestros.
 
Essas pessoas terão das 20h às 6h para fazer as operações. No entanto, o cliente poderá solicitar a alteração desse limite por meio de atendimento eletrônicos e assim o banco tem um prazo de 24 horas para disponibilizar. Cabe destacar que pessoas jurídicas não serão afetadas por essa mudança.

Motivos que levaram o Banco Central a essa mudança
Nas últimas semanas sequestros relâmpago foram noticiados e usando a ferramenta do pix para esses crimes. De acordo com a BBC Brasil, criminosos estudavam moradores de bairros padrões da capital Paulista. Nesse contexto, uma vítima chegou a ser golpeada na cabeça, foi amarrada, teve o celular roubado e, depois de três horas, mais de R$ 100 mil tinham saído da conta dela em transferências via Pix.

 
De acordo com portal R7, o número de sequestros-relâmpago no Estado de São Paulo subiu quase 70% em menos de um ano. A transferência por pix é uma das formas mais utilizadas pelos criminosos durante esses crimes. Ainda de acordo com o site, de janeiro até junho deste ano foram registrados 244 sequestros-relâmpago em São Paulo.
 
Novas regras
  • Mecanismos adicionais para proteção dos dados
Haverá a necessidade de as instituições definirem procedimentos de identificação e de tratamento de casos em que ocorram excessivas consultas de chaves pix, que não resultem em liquidação ou casos de chaves inválidas.  
  • Bloqueio cautelar 
Essa medida irá permitir que a instituição que detém a conta do usuário recebedor pessoa física possa efetuar um bloqueio preventivo dos recursos por até 72 horas em casos de suspeita de fraude. A opção vai possibilitar que a instituição realize uma análise de fraude mais robusta, aumentando a probabilidade de recuperação dos recursos pelos usuários pagadores vítimas de algum crime.  
  • Ampliação da responsabilização das instituições
O Regulamento do Pix agora deixa claro que as instituições que ofertam o Pix a seus clientes têm o dever de responsabilizar-se por fraudes decorrentes de falhas nos seus próprios mecanismos de gerenciamento de riscos, compreendendo a inobservância de medidas de gestão de risco. Confira a resolução completa divulgada pelo BC.
 
Cristiane Rodrigues tem uma loja de roupas e costuma usar o pix constantemente para o pagamento de boleto ou transferências.  A jovem acredita que essa mudança na forma deve tranferir dinheiro ajuda em pouca coisa.
“Acredito que devido ao aumento da violência os criminosos sempre irão procurar uma nova forma de aterrorizar a população que trabalha tanto para conseguir um dinheiro” relata.

Cristiane ainda comenta que a tecnologia veio para ajudar muita gente, mas infelizmente muitas pessoas fazem o mal uso desses benefícios.

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