12/02/2022 às 02h29min - Atualizada em 12/02/2022 às 02h21min

Estudo mostra que mais da metade das reações da vacina não vem do imunizante

Sintomas como dor de cabeça, cansaço e dor no braço são consequências de fatores como ansiedade e expectativa, e não da ação direta dos imunizantes

Carlos Germano - Editado por Manoel Paulo
Foto: Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo
Uma pesquisa norte-americana apontou que mais de dois terços dos efeitos colaterais comuns experimentados após tomar a vacina contra a Covid-19 se devem a um tipo de efeito placebo, e não ao imunizante em si. Para chegar à conclusão, o estudo analisou doze testes clínicos envolvendo a vacina.

De acordo com os cientistas, em torno de 76% das reações adversas registradas após a primeira dose e 52% daquelas identificadas após a segunda dose são fruto desse efeito psicológico, e não de processos fisiológicos.

Além disso, os resultados indicaram que sintomas como dor de cabeça, cansaço e dor no braço são consequências de fatores como ansiedade e expectativa, e não da ação direta dos imunizantes.

A pesquisa, publicada no periódico científico JAMA Network Open, revela ainda que mais de 35% das pessoas no grupo de placebo afirmaram sentir efeitos colaterais como fatiga após receberem a vacina “falsa”, enquanto 16% relatou dores locais ou inchaço na região da picada. Contudo, aqueles que receberam a primeira dose do imunizante contra a Covid-19 tiveram chances maiores de apresentar reações adversas. Cerca de 46% disse ter tido sintomas sistêmicos, e 66% sentiu dor no braço ou outros sintomas locais.

Em relação à segunda dose, foi descoberto que os índices de queixas de dor de cabeça ou outros sintomas sistêmicos eram quase duas vezes menores no grupo de placebo, com apenas 31%.

*Com informações da revista VEJA

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