08/08/2019 às 14h54min - Atualizada em 08/08/2019 às 14h54min

Em casos de relacionamentos abusivos, a melhor alternativa é a separação

Isabella Brito Ribeiro - Edição: Giovane Mangueira
Delegada adjunta Laura de Castro Teixeira
Reprodução/ALESP

Somente no ano de 2018 foram registrados em Goiânia  mais de 10 mil casos de violência doméstica e contra a mulher, conforme mostra o painel estratégico de segurança emitido pela Secretaria de Segurança Pública do Goiás (SSP) . Dentre estas formas de agressão, as mais comuns apontadas nas delegacias especializadas são as físicas, verbais e sexuais além da violência doméstica, de acordo com a delegada adjunta Laura de Castro Teixeira. 

A violência doméstica é toda forma de abuso contra a mulher ou contra membros da família. Nela, se enquadram atos de privação de liberdade individual, confisco de bens e abusos sexuais, como foi registrado recentemente pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) um caso de estupro contra uma jovem de 21 anos no leito de hospital em Goiânia.  

A delegada Laura de Castro explica que a maior parte das violações relatadas na DEAM, cerca de 79,4%, são de origem passional (ciúmes) e familiar com base no grau de parentesco independente da coabitação. Dentre estes crimes, estão registrados os que tem como base os delitos de género e ameaças. Sempre quando acontecem crimes contra a honra da mulher em seu ambiente doméstico, é realizada a instauração de um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) para que se dê a tomada das medidas cabíveis de proteção à vítima. “Se ela [a vítima] não cessar desde o começo e perceber que as agressões continuaram ou aumentaram, nós orientamos sempre a separação.”, revela a delegada. 

Laura orienta também as vítimas de violência doméstica a procurarem um centro de apoio para obter proteção contra seu agressor e a buscar medidas protetivas a fim de evitar que a novas agressões resultem em lesão corporal grave ou morte. 


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