09/11/2019 às 08h00min - Atualizada em 09/11/2019 às 08h00min

Resenha: Filme Coringa

Adriana de Sousa - Editado por Socorro Moura
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“O Filme do Ano”, assim descreve-se Coringa lançado em 3 de outubro de 2019 nos cinemas brasileiros e dirigido por Todd Philips que traz Jack Phoenix na pele de um dos maiores vilões dos quadrinhos. A história traz Arthur Fleck (Phoenix), um personagem complexo e com diversos problemas, debilitado fisicamente e mentalmente. Vive em Gotham City em meio à violência, a falta de emprego e com dificuldade de se socializar. Fleck a princípio trabalhava como palhaço em uma companhia, mas sonhava com o stand up. Mora com mãe doente e frequenta sessões com uma assistente social do governo.

O filme retrata intensamente a desigualdade social de maneira crua com o contexto na vida do personagem, porém com uma abordagem realista sobre situações atuais, tais como: a injustiça, violência, abandono, desigualdade e maldade. Após uma série de acontecimentos, Arthur perde o emprego, e consequentemente, o seu tratamento por conta de cortes financeiros do governo. Fleck tenta viver como uma pessoa “normal”, decide parar de tomar seus medicamentos, se sente triste o tempo inteiro e é rejeitado por seu problema mental, onde dá gargalhadas involuntárias quando atinge extrema emoção. Mas sua risada não condiz com seu estado de espírito.

De acordo com o psicólogo Cauê Beltran, o personagem sofre a Síndrome Pseudobulbar (também conhecida como transtorno da expressão involuntária). É um transtorno que se característica pelo descontrole e descompensação no ato de sorrir ou chorar. O problema é causado por grandes traumas ou lesões que afetam as regiões responsáveis pelas emoçõesb e também pode ser desencadeada após um AVC, esclerose múltipla ou outras doenças neurológicas do cérebro. O problema pode ser tratado com antidepressivos e psicoterapia para controle das alterações de humor tais como alegria e raiva, com psicólogo ou psiquiatra.

Fleck mostra para o espectador em seu diário o quanto se sente rejeitado por todos como no seguinte trecho: “A pior parte de ser uma pessoa de ter uma doença mental é que as pessoas esperam que você se comporte como se não tivesse”. Sem tomar remédios e com o desencadeamento de diversas descobertas sobre sua vida no passado e sobre sua mã, o Coringa ( como se auto intitulou) começa a matar todos que zombam dele. O filme não é para endeusar o vilão, mas para contar sua trajetória até se tornar o frio e calculista Coringa, como conhecido atualmente.

“Basta um dia ruim para tornar o mais são dos homens em um lunático”.
                                                                                                     Coringa
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