01/07/2020 às 20h25min - Atualizada em 01/07/2020 às 19h52min

Goiás Velho: a fuga da cidade grande

Conheça o município que abriga a história dos goianos

Mariana Albernaz - Alexandra Machado
Foto: André Babilônia
   A cidade de Goiás, popularmente conhecida como Goiás Velho, foi fundada na época do Brasil colonial, pelos bandeirantes, quando estes buscavam indígenas e ouro. Por mais de 200 anos o município serviu de capital para o estado de Goiás (GO), mas na década de 1930 Goiânia assumiu esse posto. Hoje, Goiás Velho é considerada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. O título, conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), foi dado há dez anos.

   É possível observar a influência dos séculos XVIII e XIX nas construções, com características coloniais; nas ruas feitas de paralelepípedos desalinhados e nas casas de pau a pique. Casarões suntuosos e coloridos ajudam a compor o cenário arquitetônico, junto com as lamparinas nas calçadas e as várias casinhas, que em muitas ocasiões são transformadas em lojas de artesanato. Além disso, Goiás Velho é cercada pela natureza, com uma fauna típica do cerrado goiano, o que ajuda a construir o clima de cidade bucólica.

   Comidas típicas, igrejas e cultura goiana compõem o cenário. Algumas casas funcionam como restaurantes, servindo pamonha, empadão e outras variedades aos visitantes. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, com sua torre e suas escadarias, chama a atenção dos turistas. Outra igreja bastante conhecida por lá é a de Nossa Senhora da Boa Morte, que desde 1967 funciona como um museu de Arte Sacra e abriga diversas obras do escultor Veiga Valle.
 

   Goiás Velho tem como ponto central a Praça do Coreto, lugar onde os turistas encontram diversas sorveterias e bares. Grande parte da produção dos sorvetes é feita com frutas do cerrado goiano, mas quem deseja um sabor mais comum também consegue achar por ali. Os visitantes podem se sentar nos banquinhos da praça e aproveitar para se refrescar do calor do Centro-Oeste com os picolés. Porém, o local que mais atrai a curiosidade de quem passa por Goiás Velho é a Casa Velha da Ponte.
 

   Localizada no centro da cidade e próxima à Praça do Coreto, a casa foi moradia de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida como Cora Coralina. Em 1989, após a família e alguns amigos doarem objetos pessoais, fotos, utensílios domésticos, livros e imóveis, o local foi transformado em museu. É um dos principais cartões postais da cidade, com um amplo jardim, uma bica de água potável e com o Rio Vermelho servindo de quintal.
 
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