14/09/2020 às 23h23min - Atualizada em 14/09/2020 às 23h19min

Lewis Hamilton vence o GP da Toscana de F1 e está a uma vitória do recorde de Schumacher

Corrida também ficou marcada por duas paralisações após acidentes e pelo primeiro pódio de Alexander Albon

Felipe Sousa
Lewis Hamilton durante a corrida em Mugello (Foto: Getty Images)
Depois da louca corrida em Monza, o GP da Toscana de Fórmula 1 não ficou para trás e entregou uma disputa ainda mais insana. Desta vez, no entanto, o primeiro lugar foi o de sempre: Lewis Hamilton foi mais uma vez soberano e conquistou sua vitória de número 90 na categoria; o britânico agora está a apenas uma vitória do recorde de Michael Schumacher.

Valtteri Bottas até deu certo trabalho, mas sucumbiu ao companheiro da Mercedes e cruzou a linha de chegada em segundo. O terceiro colocado foi Alexander Albon, no primeiro pódio do tailandês na carreira. O GP em Mugello representou também a milésima corrida da Ferrari na Fórmula 1; os tifosi tiveram um desempenho muito modesto: oitava colocação para Charles Leclerc e décimo lugar para Sebastian Vettel.

A CORRIDA 

Na largada, Bottas tracionou melhor que Hamilton e assumiu a liderança da prova. Max Verstappen, que já havia tido problemas no motor antes mesmo do início, teve uma largada desastrosa: caiu para o fim do pelotão e na curva dois se envolveu em um acidente com Antonio Giovinazzi, Pierre Gasly e Kimi Räikkönen; o holandês foi atingido e jogado na caixa de brita. Sem conseguir sair, abandonou. No meio da confusão, Sebastian Vettel bateu em Carlos Sainz e quebrou a asa dianteira. O safety-car foi acionado para a retirada dos detritos na pista.

Voltas depois, após a determinação para a largada, o líder Bottas puxava o pelotão de forma lenta. Lá atrás, Giovinazzi, Sainz, Kevin Magnussen e Nicolas Latifi se envolveram em uma forte batida que por pouco não trouxe maiores consequências. A bandeira vermelha foi acionada para limpeza da pista e a prova foi interrompida.

Ao estacionar, a Renault constatou que o carro de Esteban Ocon estava com superaquecimento dos freios e retirou o francês da corrida. A relargada seria apenas com treze carros. Bottas tracionou bem novamente, mas Hamilton se aproveitou do vácuo do companheiro para ultrapassá-lo na curva 1, seguido por Leclerc, Lance Stroll, Sérgio Perez, Daniel Ricciardo e Alexander Albon.

O monegasco da Ferrari fez o que pôde com o equipamento que tinha em mãos, mas sucumbiu a cada um dos oponentes, sendo ultrapassado por Stroll, Perez, Ricciardo e Albon. Vettel, por sua vez, estava em uma modorrenta décima colocação.

Em uma tentativa de surpreender Hamilton, Bottas pediu à equipe o jogo de pneus inverso ao que o britânico usaria. No entanto, o finlandês viu a distância aumentar. Na troca de pneus, ambos saíram com compostos duros. Daniel Ricciardo, por sua vez, fez o chamado ''undercut'' em Stroll e assumia assim a terceira colocação.

A corrida prosseguia sem grandes novidades até que, na volta 43, Lance Stroll fura o pneu na curva Arrabbiata e se choca fortemente contra a barreira de pneus. Duas voltas depois, a corrida é interrompida mais uma vez para reparos na proteção e remoção do carro. Romain Grosjean e Räikkönen são autorizados a descontarem a volta de desvantagem que tinham em relação ao líder e se juntarem ao restante do pelotão. O finlandês, por sua vez, era investigado pela comissão de prova por uma possível entrada no pit-lane sem autorização.

Na segunda relargada, todos os pilotos estavam com pneus macios para as últimas voltas. Hamilton largou bem desta vez e manteve a liderança; Bottas perdeu o segundo lugar para Ricciardo e Albon manteve a quarta posição. A punição a Räikkönen foi confirmada e o finlandês teve 5 segundos acrescidos ao seu tempo final.

Ricciardo não resistiu a Bottas e perdeu o segundo lugar. Ao mesmo tempo, Albon se aproximava do australiano para brigar pela terceira posição. Na volta 51, Albon ultrapassa Ricciardo na curva San Donato. O tailandês chegou a se aproximar de Bottas, mas o piloto da Mercedes respondeu e abriu distância novamente, chegando até a se aproximar de Hamilton. Mas a aproximação parou nos 1,5 segundo, e o britânico confirmou mais uma vitória histórica.

No pódio, Hamilton vestiu por cima do macacão uma camisa com os dizeres "Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor", em protesto ao assassinato da paramédica negra em Kentucky, EUA.

A Fórmula 1 volta em duas semanas para a disputa do GP da Rússia, no Parque Olímpico de Sochi.
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