09/12/2020 às 14h13min - Atualizada em 09/12/2020 às 14h04min

Relato de viagem: conheça a cidade de Porto, em Portugal

Gabriela se aventurou viajando sozinha e conheceu diversas particularidades do município

Juliana Neves - Alexandra Machado
Arquivo Pessoal/Gabriela Rodrigues
Em 2019, Gabriela Rodrigues resolveu que precisava se aventurar em uma viagem sozinha. Aproveitou que uma amiga estava morando em Porto, cidade de Portugal, e foi ao encontro. A atitude de comprar as passagens, pegar o voo de dez horas, passar pela embaixada, pegar metrô no destino e visitar os lugares foi somente em sua própria companhia.
 
De fato, só encontrou com a amiga no final do primeiro dia em Porto, e nos outros dias não foi diferente, pois a amiga trabalhava e só era possível visitá-la à noite. Portanto, durante todos os dias, Gabriela conheceu a cidade por si só - experiência considerada por ela como uma das mais incríveis de sua vida. “Já tinha ido a Portugal e me senti tão acolhida no país que foi ótimo voltar para conhecer outra cidade. Só tinha conhecido Lisboa. Porto me encantou com suas ladeiras cheias de pastéis de nata e vinhos do Porto. Afinal, o 'básico' de Porto muita gente já sabe, que é conhecer igrejas, a Livraria Lello, o Café Majestic, a Torre dos Clérigos, a Ponte Luís I, a Vila Nova de Gaia etc. Tudo isso eu fiz, andei igual uma louca pelas ruas do Porto observando e tirando foto de cada lugar famoso”, conta Gabriela.

 
Um dos pontos turísticos que chamou a atenção de Gabriela foi a Ponte Dom Luís, que é um marco da cidade. A ponte deve ser atravessada de ponta a ponta, por cima e por baixo, porque revelam vistas diferentes e, segundo a jovem, “o pôr do sol é demais. As gaivotas não param e nem os barcos rabelos, típicos do local, que dançam suavemente nas águas do rio enquanto a noite chega”.
 
Sendo uma viagem sozinha, Gabriela teve a oportunidade de andar pelas ruas de Porto sem rumo e a hora que quisesse, e com isso chegou até São Pedro da Afurada, uma freguesia de Vila Nova de Gaia. O caminho foi feito pela Ponte Arrábida para pegar um barco (similar a táxi) por dois euros e chegar em Afurada. É uma vila de poucos quarteirões, com casas cobertas de azulejos, que revelam que seus moradores possuem a característica de serem tranquilos, além de cadeiras nas calçadas, pessoas conversando, roupas secando ao sol fora das casas e sapatos nas portas. “E por se tratar de uma freguesia de pescadores, quando o almoço está próximo, as brasas começam a esquentar ali mesmo, na calçada, e sardinhas e outros peixes frescos começam a ser preparados”, explana Gabriela.

 
Em mais caminhadas pela cidade, Gabriela chegou até o Lavadouro Público, local onde mulheres da vila lavam as roupas e secam as peças em frente a um prédio, próximo aos barcos. É algo rústico e delicado. Então, neste bairro, Gabriela conheceu Dona Fátima. “Ela nasceu e foi criada em Afurada e me disse que conhece todo mundo ali. São todos amigos e é um lugar muito seguro por conta disso. Ela estava colocando a roupa para secar em frente a sua casa e depois encontrei com ela indo buscar mais roupas lavadas para estender (ou seriam as roupas secas para guardar?)”, observa Gabriela.

 
Na continuação de sua aventura, a próxima jornada foi subir uma colina, avaliada pela jovem como local de uma das vistas mais bonitas da viagem. Foi um momento de extrema paz em que Gabriela ouvia somente o barulho das gaivotas, dos seus passos e da sua respiração. Ao descer a colina, caminhou rumo á Vila Nova de Gaia, andando pela margem do Rio Douro, e continuou apreciando diversas imagens que “estão guardadas para sempre, algumas na memória e outras no rolo da câmera”, diz a jovem.
 
Contudo, em especial, Gabriela adorou conhecer mais sobre o Vinho do Porto no passeio pela região Vinhateira do Alto Douro. Provou diversos vinhos o dia inteiro, além de azeites, admirando videiras, ribanceiras e paisagens. Um passeio de aprendizagem sobre vários tipos de vinho, como Ruby, Tawny, Estilo Vintage, Late Bottled Vintage e Vintage (envelhece em dois anos em tonel e depois na garrafa, tendo a possibilidade de ficar décadas envelhecendo para depois ser degustado).
 
“Por isso que quando dizem que viajar é o melhor investimento que existe, e eu concordo 100%. Nós aprendemos muito mais por estarmos com a mente leve e livre das pressões e preocupações do dia a dia. E é claro que eu amo viajar com o meu marido e com a minha família, mas é muito importante apreciarmos nossa própria companhia, é especial demais termos esse tempo só para nós”, finaliza Gabriela.
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