10/12/2020 às 23h11min - Atualizada em 08/12/2020 às 22h07min

1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo

O maior evento literário da América Latina ocorre de maneira gratuita e totalmente on-line em decorrência da pandemia de coronavírus

Fernanda Lima Freitas - Editado por Bruna Araújo
Instagram @bienaldolivrosp
Teve início na última segunda-feira (07) a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo. O evento recebe cerca de 450 mil visitantes em cada edição e mudou completamente o formato, em razão da pandemia de coronavírus, ele está ocorrendo por transmissões ao vivo no site, nas quais as palestras/bate-papos permanecem salvas na plataforma para quem quiser assistir a qualquer momento. Buscando uma maneira de continuar o maior evento literário da América Latina, os organizadores optaram por realiza-lo de forma online e gratuito, reiterando que é essencial evitar aglomerações e a importância de, se possível, permanecer em casa durante este período pandêmico. 

A primeira Bienal Internacional do Livro de São Paulo aconteceu entre 15 e 30 de agosto de 1970, essa imersão literária era um importante símbolo contra a censura e ainda nos dias atuais reúne leitores, autores, como também, editoras em uma grande convenção do puro amor pela literatura. A inédita edição deste ano prioriza o ideal conectar pessoas e livros, ocorrendo de maneira totalmente online, colaboradores, palestrantes e, principalmente, o público em geral tem a oportunidade de participar do evento mesmo a quilômetros de distância de onde o evento normalmente acontece.

Em uma entrevista com dois leitores assíduos e apaixonados pela Bienal do Livro, aponta-se dois pontos de vista distintos em relação a essa edição inusitada do evento.

O professor universitário Luiz Carlos Teixeira do Nascimento, participante do evento desde as primeiras edições, ressaltou o quanto a Bienal é essencial para a leitura de novos lançamentos e consequentemente conhecer novos autores. O professor admitiu gostar dessa edição 100% online e gratuita. E quando perguntado se iria participar, Luiz afirmou que: “Irei participar sim e convido a todos os alunos a fazer ao menos uma inserção. O site da Bienal ficará à disposição daqueles que não puderam participar ao vivo. É fundamental que a participação em bienal de livros seja mais uma maneira de aprendizado de convivência civilizada”.

Por outro lado, a estudante de Jornalismo Maria Eduarda Melo, colecionadora de diversos livros e uma super fã da cultura pop em geral, afirmou que o que mais gosta na Bienal é ver todos os estandes, decorações, lançamentos, e claro, ter a oportunidade de ver cara a cara os autores que mais gosta. Com o evento sendo digital, Eduarda disse que não chama tanta sua atenção quanto se fosse presencial, entretanto, ela compreende a difícil situação que o país se encontra e, mesmo assim, participará de algumas transmissões. A universitária ainda complementa salientando o fato que sempre participa das edições de SP e o que mais gosta são as promoções de diversos livros, dos brindes que as editoras distribuem no evento, das inúmeras atividades práticas e, com certeza, das palestras que são extremamente enriquecedoras para qualquer leitor.

Em meio a essa realidade turbulenta a qual nos encontramos, os livros têm se tornado para muitas pessoas um escape para um mundo melhor. Quem tem os livros como companheiros entende o quanto eles podem transportar por algumas horas o leitor, seja para uma sala de aula de hogwarts a uma batalha brutal entre reinos, a um romance avassalador ou até mesmo para o cenário mais assustador que a mente pode imaginar. A bienal continuar sua tradição anual mesmo em condições adversas é um lembrete da dádiva que a literatura entrega a todo aquele que dá uma chance a ela.

O evento termina no dia 13 de dezembro e conta com nomes de peso entre seus palestrantes como Xuxa Meneghel, Thalita Rebouças, Leandro Karnal, Mário Sérgio Cortella e Victoria Aveyard, entre outras personalidades do mundo literário

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