15/02/2021 às 02h20min - Atualizada em 15/02/2021 às 02h06min

Cristian Pavón tem prisão preventiva pedida após denúncia por abuso sexual

Antiga promessa do Boca Juniors é acusado de ter cometido o crime em um banheiro de uma festa

Cristian Moraes Rocha - editado por Stefany Cardoso
Cristian Pavón surgiu com a camisa do Boca Juniors (Foto: Getty Images)

O atacante argentino do Boca Juniors, Cristian Pavón (25), pode ter a carreira interrompida após ser acusado de abuso sexual. A defesa da vítima, cujo nome é Gisela Doyle, com medo de uma possível transferência do atleta para o exterior, solicitou a prisão preventiva do jogador em Buenos Aires. 

Atualmente, Pavón negocia com o LA Galaxy (EUA), clube o qual ele foi emprestado, e agora busca a permanência em definitivo, com isso, o advogado de Gisela alega  risco de obstrução de justiça, com a possível saída do país. A possibilidade de extradição a Interpol, se o atleta deixar a Argentina não está descartada. 

O advogado Luciano Bocco, afirmou na petição de prisão enviada a Promotoria de Alta Gracia, a cargo de Alejandro Peralta Otonello que: “existem veementes indícios de perigo de fuga ou de obstrução da investigação. Tendo em conta as facilidades que o denunciado tem para abandonar o país, solicito a que se ordene de maneira imediata uma medida cautelar de proibição para a saída do país.” 

O crime teria ocorrido em novembro de 2019, em um banheiro de uma festa. Gisela disse em depoimento que, depois de usarem álcool e maconha, Cristian a trancou no banheiro, e a obrigou a ter relações sexuais a força, e que após o ato, ele a deixou jogada no chão do local. 

No prosseguimento de sua fala, a enfermeira relembrou os casos recentes envolvendo jogadores do Vélez, que também foram acusados do mesmo crime, e discordou do fato de Pavón não ter sido afastado dos Xeneizes igual aos outros. “O Boca não fez isso, recebeu Pavón como um rei. É ultrajante ver o clube agir dessa forma, ainda mais um time pelo qual sou fã”, encerrou Gisela. 

A defesa do atacante nega as acusações, dizem ser falsas e que o único interesse da mulher é o de extorquir o jogador. 

EX-JÓIA "AZUL Y AMARILLO"
Cristian Pavón nasceu em Córdoba e, aos oito anos, foi para o Talleres. Acabou promovido ao elenco principal com 16 anos e, em dezembro de 2013, aos 17, fez seu primeiro jogo como profissional. Teve uma rápida passagem pelo Colón, emprestado, até que, em julho de 2014, foi comprado pelo Boca por 14 milhões de pesos argentinos 

Ele surgiu no Boca Juniors como um dos melhores jogadores de sua geração, com convocações para a seleção de base, e presença nas listas das Olimpíadas de 2016, e da última Copa do Mundo em 2018. O atleta nunca conseguiu corresponder às expectativas impostas a ele.  


Diferente de outros como Lautaro Martinez, Giovani Lo Celso e Exequiel Palacios, Pavón não saiu rápido do futebol nacional, e quando aconteceu não foi para a Europa como os demais, mesmo sendo bicampeão argentino e vice da Libertadores em 2018. Em 2020, o Atlético-MG sob o comando de Jorge Sampaoli, havia demonstrado interesse na contração de Cristian

MARCA NEGATIVA
Em sete anos, quase 20 jogadores que atuam no futebol argentino foram denunciados por violência de gênero. Como dito anteriormente, há pouco tempo, Thiago Almada e Miguel Brizuela, ambos do Vélez Sarsfield, foram acusados pela Promotoria de San Isidro de terem cometido abuso sexual com uma mulher de 28 anos. 

Outros casos envolvendo nomes conhecidos do futebol sul-americano, e que até já passaram pelo Brasil são: Ricardo Centurión (ex-São Paulo), Jonatan Cristaldo (ex-Palmeiras), Sebastián Villa e Agustín Rossi (Boca Juniors). Em 2020, Alexis Zárate (ex-Independiente), foi condenado a seis anos e meio de prisão por estupro. 


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