09/04/2021 às 11h51min - Atualizada em 09/04/2021 às 10h25min

E se não existissem vacinas?

A partir desse questionamento, podemos entender o impacto que as vacinas ocupam em nossa sociedade e sua capacidade de salvar vidas

Karen Belém - Editado por Gustavo Henrique Araújo
Foto/Reprodução: Google
Já tentou imaginar como lidaríamos com várias doenças e até mesmo a atual pandemia que vivemos sem poder contar com as vacinas? Um cenário provável certamente envolveria caos, medo e muitas perdas, a ponto de questionarmos se ainda existiria uma sociedade tal como conhecemos.
 
A história da vacina começa antes mesmo de ser reconhecida como tal, com vestígios relacionados ao combate à varíola no século 10, na China. Diferente da forma que conhecemos, a aplicação era feita assoprando no rosto das pessoas cascas trituradas de feridas provocadas pela doença.
 
Foi somente em 1798 que o médico inglês Edward Jenner desenvolveu uma grande experiência de imunização introduzindo dois vírus da varíola em um garoto de oito anos, comprovando com base cientifica os rumores de que pessoas que já haviam tido a varíola bovina não eram tão atingidas pela versão mais mortífera dela, já que respondiam com uma memória imunológica contra a varíola humana. Daí originou-se o nome vacina, que é derivado de "Variolae Vaccinae", nome científico dado à varíola bovina.

O legado continuou com Louis Pasteur, que continuou a desenvolver vacinas voltadas ao combate à cólera aviária e ao carbúnculo, e continua a cumprir seu papel em diversas outras situações ao longo da história.
 
Se não existissem vacinas, a cada ano 2,6 milhões de pessoas continuariam morrendo de sarampo no mundo. Muitas crianças correriam grande risco de morrer ou sofrer paralisia por conta da poliomielite. O mundo que conhecemos talvez nem existiria, pois a maior preocupação das pessoas seria simplesmente sobreviver, o que não geraria desenvolvimento algum. E agora, enquanto enfrentamos uma pandemia, sem elas continuaríamos colocando a nossa vida e as das pessoas que amamos em risco diariamente, enquanto a vida e a sociedade como conhecemos continuaria a se dissipar sem expectativa de decadência ou fim. 
 
Para Anthony Lake, ex-diretor-executivo da Unicef, poucas coisas tiveram um impacto maior na saúde pública do que vacinas. E poucas coisas hoje são mais eficientes em termos de custo para salvar vidas, fortalecer sociedades e moldar o futuro da saúde humana.
 
No meio disso tudo, existiram e continuam a existir aqueles que contestam e que são contra as vacinas, opondo-se por motivos éticos, efetivos e a segurança sobre essas substâncias. Apesar das dúvidas e preocupações muitas vezes serem legítimas, as vacinas apresentadas são sempre seguras e eficientes, pois foram produzidas com protocolos e etapas estabelecidos para esse resultado, feitas para evitar que a morte seja um fato corriqueiro.
 
Hoje temos o privilégio de poder contar com a vacina, sendo contribuinte com um resultado de prevenção e disseminação de diversas doenças, inclusive do vírus atuante na pandemia que enfrentamos, uma grande vantagem que a nossa sociedade desfruta. 
 

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