16/04/2021 às 10h42min - Atualizada em 16/04/2021 às 10h24min

As bruxas literárias brasileiras

Olhar visionário e enfeitiçar leitores mundo afora são características das autoras consideradas bruxas da literatura

Adélia Lima Sá - Editado por Gustavo Henrique Araújo
Rolling Stone
Foto/Reprodução: Arte Pessoal
Quem nunca leu uma história em que a principal vilã era uma bruxa? Ou assistiu a um desenho em que tudo começa a desandar por conta das feitiçarias dela? Pois bem, muita gente já tem no imaginário o significado de "bruxa" alimentado pelos livros e pelos longa metragens, mas qual é, de fato, o seu conceito?

O Dicionário Aurélio conceitua o termo como: "uma mulher que tem fama de se utilizar de supostas forças sobrenaturais para causar malefícios, perscrutar o futuro e fazer feitiçarias". Essas mulheres estão presentes não só como as personagens dos livros, mas como escritoras também.

Uma das principais características da bruxaria são os feitiços que normalmente são feitos por meio de porções e magias. No mundo da escrita, as escritoras conseguem enfeitiçar seus leitores pelo enredo visionário, pela forma como lidam com as palavras e as situações. Por conta desse poder de encantamento no universo literário, surgiu um termo para designar certas escritoras: Bruxas Literárias.  

É no “coven” – reunião de bruxos – que foi construída uma reunião de bruxas da literatura: uma lista com 30 nomes de autoras importantes mundo afora. Cada escritora da lista pertence há uma escola literária, constroe-se de diferentes maneiras e abraça causas distintas. A lista foi construída pela escritora Taisia Kitaiskaia e pela ilustradora Katy Horan em uma edição da coleção Magicae da Editora Darkside.

Bruxas literárias brasileiras

Dentro dessa lista, destaca-se nomes de escritoras brasileiras, são elas: Carolina Maria de Jesus, Clarice Lispector e Lygia Fagundes Teles. Cada uma dessas autoras pertence a um período e escola literária diferentes. No entanto, apesar do que as opõem, há características que as unem, são elas:
 
  • Olhar visionário;
  • Comunicação clara e direta com seus leitores;
  • Lidam bem com o cenário que descrevem.

Além de tudo, seus escritos não estagnaram em um período. Isso se deve ao fato de que elas realmente lançaram feitiços ao público leitor por meio do bom uso (quase mítico) da língua portuguesa e das histórias extraordinárias.
 
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