09/05/2021 às 17h13min - Atualizada em 09/05/2021 às 17h08min

2021 tem sido marcado por vazamentos no meio digital

Facebook e LinkedIn têm cerca de 530 milhões de usuários com dados vazados nas redes, e pelo menos 8 milhões são brasileiros

Ariel Vidal - Editor: Ronerson Pinheiro
Fonte: Lei Geral de Proteção de Dados
Foto: Lei Geral de Proteção de Dados - Reprodução: Internet

 

O primeiro semestre do ano de 2021 já tem sido marcado por inúmeros vazamentos de dados no meio digital. Inclusive, o Facebook e LinkedIn têm cerca de 530 milhões de usuários com dados vazados nas redes, e pelo menos 8 milhões são brasileiros. Diante disso, o Procon pediu uma resposta ao Serasa, que afirmou que esse acontecimento não tem relação com as bases, mas confirmou que segue investigando o caso. “Todas as operações com dados pessoais seguem a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e os princípios gerais de transparência e além do treinamento de funcionários.”, complementa a explicação da assessoria do Serasa. 

Segundo o especialista em Segurança da Informação Mario Toews, nenhum sistema de informação há 100% de confiança, fechando todas as possibilidades de vazamentos, e sempre haverá vulnerabilidade, se não houver um acompanhamento nas ameaças, que são constantes. “Em todo momento há tentativas de invasão no sistema para ser hackeado.”, explica. No entanto é importante entender que quando se tem um sistema que atende pessoas, a LGPD é voltada para os titulares de dados, então as empresas precisam aplicar os princípios da Lei e fortalecer os conceitos de segurança da Informação na empresa. 

Toews pontua que os desafios das empresas de Marketing Digital e ter de ter de aplicar a LGPD principalmente o de consentimento. “As listas de distribuição utilizadas para fazer o serviço de Marketing direto precisam da aprovação dos titulares de dados, se não houver isso há irregularidades.” Um outro ponto a ser destacado pelo especialista é a exposição nas redes sociais por usuários. “Há cuidados que são necessários para evitar o vazamento de dados muito pessoais, pois a todo momento golpistas podem estar monitorando. Então a maior recomendação é evitar colocar fotos, mensagens de localizações, viagens, local de moradia que possam mostrar poder aquisitivo e acabar em mãos erradas.”, completa.

 

 

 

Casos de Vazamentos
 

A empresa de cibersegurança PSafe, por meio do dfndr lab, no dia 3 de fevereiro deste ano revelou outro vazamento na Dark Web de cerca de 100 mil registros de contas de celulares, uma das camadas mais perigosas da internet de lojas online, marcado por armas, drogas e exploração infantil. Também no Distrito Federal, cerca de 1,5 milhão de alunos da rede pública tiveram seus dados vazados dentro da organização pública, por uma vulnerabilidade no software da Gestão Escolar. 

Segundo o artigo 23 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), as regulações quanto à coleta, tratamento, venda e vazamento de dados também devem ser aplicadas a empresas públicas, ou seja, a empresa deve responder e ser penalizada, que nesse caso é a Secretaria de Educação do DF. 

Diante disso, os casos de vazamentos de dados podem acontecer a qualquer pessoa, conforme a pesquisa publicada no Portal Exame, cerca de 76% de usuários já foram vítimas de ciberataques no Brasil, um número que explica essa quantidade de casos espalhados pelo País. O especialista Mario Toews acrescenta que os objetos de hackers são aqueles que não são notórios, pois a ideia é ter dados pessoais comprometidos, independente se é de pessoa famosa ou não, todos estão sujeitos a ter informações usadas para atividades ilícitas. 


Editora-chefe: Lavínia Carvalho


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