23/05/2021 às 18h31min - Atualizada em 23/05/2021 às 18h22min

O mundo bruxo de Harry Potter e os vampiros de Forks têm mais em comum do que você imagina

Uma geração marcada pelas sagas literárias que esqueceram de envelhecer

Larissa Bispo - Editado por Brenda Freire
Foto/Reprodução: Google
Quem um dia não sonhou em viver altas aventuras em um mágico castelo de bruxos ou apreciar a leitura de “O Morro dos Ventos Uivantes” em uma tarde na nebulosa Forks? Esse foi o ápice do imaginário que acompanhou crianças e adolescentes mundo a fora diante do fenômeno que impactou uma geração: as sagas literárias.
 
Não seria nenhum exagero dizer que esses livros tiveram imensurável impacto. Segundo uma matéria feita pela revista Galileu em abril de 2020, só o fenômeno mundial Harry Potter, obra escrita pela britânica J. K. Rowlling, já foi traduzido para mais de 70 idiomas e vendidas mais de 450 milhões de cópias desde 1997, ano da sua publicação.
 
Avançando alguns anos, encontramos outro sucesso que chegou com a mesma grandeza dentro da literatura contemporânea: Crepúsculo.  A família de vampiros e a humana Bella Swan criada pela norte-americana Stephenie Meyer chegaram em 2005 e arrebatou milhares de adolescentes, alcançando às telas do cinema e cativando ainda mais o público-alvo que ansiava ver o romance sobrenatural dos livros.
 
O impacto que ambas as obras representam, porém, está para além de números. Driblando o preconceito e, hoje, a onda da era do cancelamento, essas narrativas fantásticas transformaram uma geração. Há mais de 20 anos, Harry Potter, por exemplo, foi o primeiro livro lido de muita gente, e a consequência disso foi a criação de uma geração de leitores.
 
Mas esse elo gerou não só um apego sentimental a história em si e a experiência de crescer junto aos personagens, como também com as memórias as quais remetem. Pegar aquela edição marcada pelo tempo, as folhas amarelas e as orelhas nas páginas são os vestígios de uma aventura vivida e sinônimo de nostalgia. Para esses leitores, é sobre a mágica que acontece fora dos livros.
 
E essa mágica não envelhece com o tempo, tampouco a fonte dela. A emoção da infância é a mesma na adolescência, que continua sendo a mesma aos 30. Inclusive, o entusiasmo de uma releitura tem a capacidade de fazer passar por cima de amadurecimentos do eu-leitor e até além dele. O que importa é colocar os pés naquela época e viver como se apenas algumas horas tivessem passado.
 
Mais recentemente, os adolescentes que há mais de dez anos se apaixonaram pelo misterioso vampiro de Meyer puderam revisitar a época com ‘Sol da Meia-Noite’, a versão de Crepúsculo narrada pelo ponto de vista de Edward Cullen.
 
Ainda que feitas em um passado já distante, essas sagas ainda continuam vivas e com uma presença cultural forte. Se esses desdobramentos são feitos em prol de lucro ou não, pouco importa para esses fãs. O elo que ambas as sagas se alimentam é de memórias afetivas de uma infância e adolescência nem um pouco entediantes.

 

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