04/06/2021 às 20h51min - Atualizada em 04/06/2021 às 20h43min

Livros se tornam ferramentas para salvar vidas e arrecadar fundos no Reino Unido

A escritora da série “Harry Potter", J. K. Rowling, é uma das autoras que assinou o livro para o leilão

Daniela Alves Silva - Editado por Andrieli Torres
Fonte/Reprodução: Internet
Que tal emprestar o seu nome a um personagem do próximo livro de Sarah Pinborough, autora do sucesso da Netflix Por Trás de Seus Olhos? Essa é uma das possibilidades oferecidas pelo Books For Vaccines. 

O leilão literário para compra de vacina para apoio a organização tem um livro assinado pela escritora JK Rowling.  A iniciativa partiu de uma autora do Reino Unido e arrecadou fundos para o Care International, que apoia a vacinação em países pobres. Um leilão curioso que aconteceu como uma forma de arrecadar fundos para a compra de vacinas em todo o mundo. Aação inclui um exemplar da primeira edição do livro The Silkworm (O Bicho de Seda) assinado por J.K Rowling com o seu pseudônimo, Robert Galbraith, chamadas de vídeo com editores e até a possibilidade de escrever a dedicatória. 

Até o momento, a assinatura de J.K está na casa dos 500 euros, um valor relativamente baixo considerando o tamanho da autora (e desconsiderando a conversão para o real, algo em torno de 3.200 reais). Entre os prêmios mais concorridos, está uma consulta particular com o agente literário Jonny Geller, responsável pela publicação de autores de sucesso, como o mestre do suspense John Le Carré Outra opção foi um box autografado da série de romance histórico Wolf Hall, de Hilary Mantel. A idealizadora do projeto, a autora e agente Phoebe Morgan, também colocou à disposição da iniciativa, uma análise editorial personalizada das primeiras 10.000 palavras de um romance.

Os materiais disponibilizados foram doados por autores e intuições do mercado editorial, que se movimentaram para ajudar na arrecadação. “Estamos procurando por doações de livros, cópias autografadas, conversa com autores, pedaços de manuscritos, mentorias ou qualquer coisa que tenha relação com livros”.

Ao final do leilão, os vencedores irão receber um e-mail com a confirmação da compra, e efetuarão o pagamento direto para a Care International.
Os prêmios físicos, como exemplares autografados ou assinaturas, foram restritos a moradores do Reino Unido, mas a compra de atividades online, como telefonemas com autores, videochamadas com escritores ou a análise manuscrita poderia ser feita de qualquer do mundo.
Umas das escritoras que assinou o livro para o leilão foi J. K. Rowling que é uma escritora britânica, autora da série “Harry Potter”, que conquistou o público jovem e vendeu milhões de exemplares.

J. K. Rowling nasceu em Yate, Inglaterra, no dia 31 de julho de 1965. Filha de Peter James Rowling e de Anne Volant passou sua infância na cidade de Chepstow. Ainda 
criança já queria ser escritora. Seus pais gostavam de ler e sua casa era repleta de livros. Escreveu seu primeiro livro de ficção com seis anos de idade: “A História de Um Coelho Chamado Coelho”. Estudou Línguas Clássicas e Literatura Francesa na Universidade de Exeter. Passou um ano na França fazendo curso de especialização.

De volta à Inglaterra, trabalhou como pesquisadora da Anistia Internacional em Londres. Segundo o The Guardian, a iniciativa arrecadou cerca de 23.000 euros que serão revertidos para a Care International, uma organização que apoia a distribuição de vacinas para países subdesenvolvidos. A atitude é nobre, mas o valor é irrisório e escancara a situação dramática que os países mais pobres enfrentam na busca pelo imunizante.

“A situação da Índia é de cortar o coração e a desigualdade na distribuição de vacinas é muito injusta”, declarou a idealizadora agente Phoebe Morgan, em um trecho retirado da revista Veja.

A Índia está passando por uma onda violenta da doença e suspendeu as exportações de doses em março para priorizar a sua população. Com isso, o Covax, consórcio formado para distribuir vacinas para os países mais pobres, ficou sem seu principal fornecedor. A UNICEF, que distribui as vacinas do conselho, fez um apelo aos países do G7 e da União Europeia para que doem os seus excedentes e ajudem a diminuir a dificuldade de acesso aos imunizantes.

É muito importante ter iniciativas desse aspecto no momento difícil em que todo o mundo está passando com a crise sanitária causada pelo coronavírus. O livro é uma ferramenta que faz um bem enorme à população tanto na saúde mental como no seu uso físico o que se foi observado no leilão literário que ajudou a causa relacionada as vacinas e que deu visibilidade a fundação Care International.

A presença de escritores famosos e dos itens que foram leiloados com certeza se tem uma boa imagem além dos próprios livros que são as estrelas principais do leilão depois de seu objetivo central que é angariar fundos.

No reino unido, a ação foi o leilão, mas trazendo para a realidade do Brasil que existe várias ONGs, projetos de inclusão e de voluntariado que são relacionadas com a leitura e o livro como ferramenta de inclusão para crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade Social observando o papel dessas iniciativas na vida de várias famílias.

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