04/06/2019 às 21h47min - Atualizada em 04/06/2019 às 21h47min

Crônica: Uma história do jornalismo literário

Sandra Denicievicz - Editado por Millena Brito
Pixabay
Ele chegou de mansinho e conquistou o coração dos leitores. Em meio às tragédias do cotidiano, grandes manchetes de economia e política ou do lead que cerca as matérias, lá está ele. O “diferentão”, a poesia em meio ao caos, o acalento para olhos cansados de informações chocantes. Sabe, mesmo que churrasco seja delicioso, às vezes nós precisamos de uma xícara de chá, com bolo em um domingo à tarde escutando blues ou jazz, enquanto a chuva escorre pela janela de forma preguiçosa.

O jornalismo literário é essa poesia do cotidiano, é o amor pelas letras e pela beleza do comum. Enquanto repórteres se estapeavam para conseguir um furo jornalístico, os literatas contavam com a ajuda do olhar singular para narrar o cotidiano. É, claro, a maioria dos profissionais que estavam nas redações não tinha o valor de suas obras reconhecidas naquele tempo. Clarice Lispector, Gabriel García Marques, Machado de Assis, Luís Fernando Veríssimo, Graciliano Ramos, José de Alencar, Euclides da Cunha e tantos outros nomes da literatura que são jornalistas por formação ou por paixão, e que tiveram suas vidas marcadas em redações de jornais e revistas por todo país.
 
 
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