06/11/2021 às 20h19min - Atualizada em 29/10/2021 às 16h18min

A cultura do cancelamento no contexto atual

Com o boom da internet pessoas têm sido fortemente prejudicadas com os cancelamentos em massa

Maurilio Gabriel - editado por Luhê Ramos
Com o forte avanço da internet e das redes sociais a cultura do cancelamento tanto no Brasil como em outras partes do mundo se tornou cada vez mais agressiva, pessoas públicas como: artistas, jornalistas, políticos, digital influencer entre outros têm sido cancelados por causa de comportamentos que não condizem com seus perfis.

O “cancelamento” de maneira geral é algo presente na natureza humana e o ser humano já praticam a cultura do cancelamento há centenas de anos. Como na época da Inquisição as pessoas queimavam outras pessoas em praça pública como forma de cancelamento.

O atual cancelamento 

Já o cancelamento que conhecemos hoje, que é praticado na internet, é mais atual. Um movimento significativo para marcar o início da cultura do cancelamento foi o “#Me Too”, que surgiu em 2017. No movimento atrizes de Hollywood expuseram seus assediadores na internet usando a hashtag #Me Too. O especialista em Marketing Digital Flavio Muniz afirma que a cultura do cancelamento na internet começou com uma boa causa, mas com o tempo tomou outro caminho.
Com isso o novo single da cantora e compositora Gloria Groove trouxe em sua nova música lançada recentemente um retrato de como o meio musical entre outros meios tem sido cada vez mais competitivo. E de como a cultura do cancelamento se tornou mais veloz nos cancelamentos na internet.

Casos de famosos cancelados 

Casos como o da cantora Carol Conká e o cantor Nego do Borel mostram o quanto à internet e as redes sociais são impiedosas.
Aliás, a cantora Carol Conká que sempre demonstrou representatividade ao seu grande público como: feminista e outras bandeiras que ela sempre apoiou e levantou, Carol Conká sofreu cancelamento por parte do seu público depois de ter sido eliminada do reality show o Big Brother Brasil com 99,17% de rejeição, um recorde e um prejuízo grotesco para sua imagem e fama, alguns comportamentos e atitudes que não condiziam com o que ela sempre mostrava fora do reality foram impulsos para toda a onda negativa que a cantora sofreu.

E o que falar do cantor Nego do Borel?  Já que não foram nem uma ou duas vezes que ele foi cancelado.  Em 2019, o cantor referiu comentários machistas e de mau gosto contra Luisa Marilac que é transexual e vale ressaltar que um ano antes da confusão com Luisa, Nego lançou o clipe de “Me Solta”, no qual ele aparece vestido de mulher e em determinado momento beija outro homem.
E com toda essa repercussão negativa, Nego tentou apaziguar a situação tentando demonstrar arrependimento e até mesmo envolvendo religião em toda essa historia.

Assim como também a jornalista e apresentadora Fernanda Gentil foi boicotada, em uma entrevista, a apresentadora da Globo ao jornal Folha de S. Paulo rendeu um tiroteio de tuítes raivosos depois que ela falou sobre racismo e homossexualidade.
Em um trecho a jornalista, disse respeitar “quem acha um crime beijo gay” e “quem infelizmente é racista”, mas afirmou não concordar com violência. 

Por fim percebemos que as mídias sociais se tornaram um campo minado onde nada passa despercebida dos olhos do público, e que se artistas não tomarem certo cuidado com o que falam ou divulgam  na internet o cancelamento vem e para voltar a ter o sucesso será um pouco mais trabalhoso.
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