21/11/2022 às 23h17min - Atualizada em 21/11/2022 às 22h47min

Comidas típicas em datas específicas

Brasil carrega influência estrangeira nas tradições culinárias

Larissa Varjão - editado por David Cardoso
Virado à paulista. (Foto: Reprodução/TudoGostoso).
O Brasil tem diversos costumes, principalmente os que envolvem comidas. Os restaurantes de São Paulo mais tradicionais possuem pratos típicos para cada dia da semana, ainda mais aqueles que servem os famosos PFs

Dias da semana 
 
Por exemplo, na segunda-feira é servido o famoso Virado à Paulista, sua origem está ligada com as expedições dos bandeirantes. Há quem diga que durante as viagens, os alimentos se mexiam e ficando “virados” dando origem ao nome. Já na quinta, o dia é de massa. Os italianos foram os maiores entusiastas e consumidores de macarrão, e chegaram a inventar mais de 500 variedades. No Brasil, o macarrão chegou com os imigrantes que vinham da Itália no século 19 e logo se popularizou tanto pela praticidade quanto pelo baixo custo. E sexta-feira é dia mais leve da semana, em que se é comum comer peixe. Pode ser pela influência católica que o Brasil carrega, com a sexta-feira santa que antecede a Páscoa.

De acordo com o historiador Caloca Fernandes, autor do livro “Viagem Gastronômica Através do Brasil”, são os portugueses que têm costume de associar pratos a dias da semana. Por exemplo, quinta e domingo é dia de cozido e sexta é dia de peixe, herança da tradição católica, que evita carne vermelha às sextas.

Datas comemorativas

Há ainda datas que é comum certos tipos de alimento como o chocolate na Páscoa e o panetone no final do ano. Na visão religiosa, o ovo é como símbolo do nascimento e da vida. Presentear as pessoas com ovos é um costume antigo, comum entre os povos que habitavam a região do Mediterrâneo, do Leste Europeu e do Oriente.

Durante as festividades realizadas com a chegada da primavera, os ovos (de galinha) eram cozidos e pintados com desenhos que lembravam plantações e outras figuras relacionadas à colheita. A esperança de fertilidade do solo e de abundantes colheitas eram representadas com a troca dos ovos coloridos.

A tradição do ovo ser de chocolate surgiu no século XVIII, sendo uma invenção de confeiteiros europeus que se mantém até hoje. 

Já o panetone possui diversas teorias, a lenda mais famosa é que ele foi criado na véspera de Natal por um erro de um assistente de padeiro, que teria jogado uvas passas em uma fornada de pão e tentou corrigir a massa adicionando manteiga, ovos e frutas cristalizadas. Ou ainda do nobre italiano que queria conquistar a filha do padeiro Toni ao encomendar um pão diferente.



No Brasil, foi em  1948 quando Carlo Bauducco abriu uma doceria no bairro do Brás, em São Paulo, vendendo aquele pão doce de Turim com frutas cristalizadas e essência de laranja. A receita pegou e em poucos anos, o consumo de panetone se popularizou a ponto da pequena venda se tornar uma indústria, e o Brasil passar a segundo maior produtor mundial do alimento atrás da Itália. Segundo a Bauducco, a evolução da receita tradicional aconteceu em 1978, quando o neto do fundador, Massimo, criou o projeto do panetone de chocolate para a faculdade.

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