26/07/2019 às 09h59min - Atualizada em 26/07/2019 às 09h59min

Dicas para mochileiros viajar com pouco dinheiro

Com a mente aberta e desapegando um pouco de conforto é possível viajar o mundo gastando pouco

Diego Araujo - Editado por Jéssica Belo
Mochileiros são os que viajam de mochila nas costas, por longos períodos, definem uns. Não, são os que vão de forma independente, mesmo que seja com uma mala de rodinhas. Mas há os que fazem viagens baratas e descomplicadas em roteiros definidos por agências, lembra alguém. A única unanimidade nessa candente questão é a de que mochileiro merecedor da definição é o que se esforça para viajar barato. 

Definir prioridades é essencial. O mochileiro digno do posto vai precisar montar um orçamento econômico, depois olhar de novo para ele e fazer cortes – até transformá-lo em um orçamento hipereconômico. É importante saber do que você não abre mão de jeito nenhum. Há quem valorize mais a alimentação, tem quem não aceite dormir em quarto sem banheiro ou ar-condicionado. Definir o que é prioridade ajuda na hora de riscar do papel. Um bom jeito de começar o planejamento financeiro de um mochilão é escolher uma hospedagem em cada destino que satisfaça minimamente as suas necessidades e cotar o custo médio da diária.

Se o valor não cabe no orçamento, reduza a duração da viagem ou diminua as expectativas migrando para uma acomodação mais barata. A mesma lógica se aplica para estimar gastos com passeios ou transporte. Feito isso, dá para ter noção do gasto médio por dia. Na ânsia de poupar o suado dinheiro, mochileiros amadores são chegados em fazer economias pouco sábias. De que adianta pagar pouco em um hostel pé na areia se a tarifa baratinha só é válida no período chuvoso?

 Reservar com antecedência é importante, pesar os prós e os contras de viajar sem reservas de hospedagem e passagens: você ganha pontos em liberdade, mas perde em economia – reservar com boa antecedência geralmente garante melhores tarifas. Considere pelo menos duas noites em cada cidade para manter um ritmo confortável e seja generoso com grandes metrópoles, em que geralmente é possível passar semanas e ainda sair com a sensação de que faltou tempo.

Na hora de montar o roteiro, encaixe bate e voltas a lugares que ficam até duas horas das bases e que podem ser visitados em uma tarde. Pechinchar é praticamente obrigatório. Às vezes, um produto ou serviço pode sair por menos de 50% do valor inicial. Antes de começar a negociação, determine o valor máximo que você pode pagar, mas não se estresse com barganhas muito longas. Pondere quanto tempo de viagem vale a pena perder para economizar alguns poucos reais.

Para orçamentos apertados e espíritos aventureiros, o viajante pode por meio das redes sociais moradores oferecem, de graça, um cantinho em suas casas para viajantes podem ser uma boa opção. O ideal é demonstrar interesse na troca de experiências e não encarar a plataforma apenas como um meio de obter hospedagem grátis. Mulheres devem ter cuidado redobrado na hora de selecionar suas opções: vale desconfiar um pouco de perfis que só listam comentários de outros homens e pedir detalhes do anfitrião para hóspedes anteriores.
Na dúvida, melhor optar por anfitriãs. Além do site Couchsurfing – plataforma online mais popular do gênero, existem também grupos no Facebook dedicados à prática.

Dicas para sobreviver sendo um mochileiro

1. Nunca deixe todo o seu dinheiro no mesmo lugar. Guarde um pouco na mochila, outro tanto no tênis, e deixe uma parte na carteira.
2. Leve sempre um extra para emergências, além de um cartão de crédito habilitado para compras no exterior: se tudo der errado, é ele que vai te salvar.
3. Deixe seu itinerário com alguém de confiança no Brasil, e informe a pessoa de qualquer alteração no roteiro. Caso algo dê errado, é importante que alguém saiba onde você está e até quando.
4. Respeite as leis e os costumes locais. Em muitos países muçulmanos, o álcool só é permitido em hotéis e restaurantes turísticos. Em várias cidades da Europa, da América do Norte e da Oceania, é proibido consumir bebida alcoólica na rua. Nos locais em que a maconha é permitida, cheque em quais lugares ela pode ser consumida e se pode ser adquirida por estrangeiros.
5. Faça um esforço para se misturar aos moradores para não ser facilmente identificado como estrangeiro, considerado presa fácil em qualquer lugar do mundo.


 

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