06/08/2019 às 13h02min - Atualizada em 06/08/2019 às 13h02min

InovAtiva Brasil; O cenário das startups na indústria 4.0 e no empreendedorismo brasileiro

Em parceria com o Sebrae e a Fundação Centro de Referência em Tecnologias (CERTI) o projeto do Ministério da Economia visa acelerar o crescimento de startups e o desenvolvimento de novos estilos de negócio

Ylanna Pires - Izael Pereira
Foto:Divulgação/Ministério da Economia
Criado em 2013, por meio do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, o InovAtiva Brasil foi articulado em parceria com o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio à micro e pequenas Empresas) e o Centro de Referência em Tecnologias (Certi), com o intuito de tornar-se uma ferramenta de Gestão pública, mentoria e aceleração financeira voltada para startups.

Já em 2019, o Ministério da Economia anunciou que o programa atuará em novo formato. As mudanças prometem aumentar a visibilidade dos projetos inscritos e ampliar a conexão de investidores externos com as startups
 
Funcionamento e mudanças
 
O InovAtiva Brasil funciona por meio de editais de inscrição, ciclos de formação e mentorias especializadas. A maior mudança é que, a partir do ano de 2019, os ciclos de aceleração durarão 3 meses –sendo então 2 edições de treinamento por ano, e não apenas uma- contemplando até 125 startups.

O programa, que atua em consonância com os novos tipos de negócio, já treinou cerca de 2.000 startups e acelerou diretamente 840 projetos. Segundo informações da Unidade de Inovação do Sebrae Nacional, a projeção para 2019 é ainda mais ambiciosa; “Abrindo a possibilidade de mais ciclos por ano, visamos aumentar o número de empreendedores impactados e de empreendimentos que gerem inovação, tecnologia e serviços de qualidade para o mercado.”
 
Empreendedorismo e indústria 4.0 no Brasil

Ainda segundo dados do Sebrae, a última pesquisa GEM (Global Entrepreneushup Monitor), divulgada no ano de 2015 pelo órgão, em parceria com IBPQ –Instituto brasileiro de qualidade e produtividade- apontou que o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de aberturas de novos empreendimentos. Quando avaliado o índice de desenvolvimento de tais negócios, observa-se que a maioria está ainda na primeira etapa de consolidação no mercado, ou seja, até os 3 primeiros anos de atividade. E é nessa fase de maturação que o InoVativa Brasil busca atuar.

Para a Coordenação de Empreendedorismo Inovador do Ministério da economia, apostar na aceleração de startups é essencial não apenas para cumprir a agenda brasileira de desenvolvimento da indústria 4.0, como também para pensar meios de combate à recessão e a estagnação tecnológica.

Este ano, o InovAtiva já encerrou o seu primeiro ciclo de mentorias operando no novo formato. As startups selecionadas tiveram acesso à conteúdos exclusivos, cursos de aperfeiçoamento e apresentação à maior banca de investidores do país, além da oportunidade de formar uma rede de networking com diversos empreendedores do ramo.
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