22/05/2020 às 15h09min - Atualizada em 22/05/2020 às 15h09min

Autoridades discutem combate a pirataria em tempos de pandemia

A reunião teve participações de autoridades brasileiras, britânicas, americanas e francesas

Rute Moraes - Editor: Ronerson Pinheiro
SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo)
Foto/Reprodução: Polícia Civil/SP - DEIC
 
Uma videoconferência realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais de São Paulo (Deic), na última quinta-feira (21), levantou o alerta vermelho para os perigos da pirataria na compra de medicamentos falsificados nesse momento de pandemia provocada pelo novo coronavírus. Além do delegado, Wagner Martins, a reunião teve participações de autoridades brasileiras, britânicas, americanas e francesas no intuito de esclarecer a atuação de cada órgão no combate ao crime de falsificação. “É uma satisfação imensa estar participando desse evento, na presença de pessoas que combatem diariamente a pirataria”, disse o delegado, Wagner.

Durante a sua participação, Wagner explicou que com o surgimento da covid-19, todo mundo se readequou, incluindo a Polícia Civil e até mesmo os criminosos, que iniciaram as infrações a lei através de outros meios. “Nossa ótica passou a ser voltada para alguns objetos que passaram a ser falsificados e oferecidos ilegalmente no mercado, podendo trazer riscos à saúde do indivíduo”, destacou o delegado, referindo-se ao álcool em gel e máscaras de proteção e medicamento em geral.

É importante lembrar que no mês de maio, a Polícia Civil São Paulo, apreendeu, mais de 20 mil máscaras cirúrgicas e frascos de álcool em gel durante uma operação deflagrada pelo 12° Distrito Policial (Pari) em conjunto com a Prefeitura da cidade. Todos os produtos seriam vendidos ilegalmente em comércios clandestinos.
 
Outros assuntos também foram colocados em pauta pelo delegado, como o comércio de mercadorias que fazem a apropriação de marcas famosas de forma ilegal, além de “charlatões”, que se aproveitam da situação ofertando produtos milagrosos, que podem “curar” o novo vírus. Ele ainda ressaltou que o combate a diversos crimes, são realizados pelo (Deic). “Com o fechamento de estabelecimentos comerciais, foi necessário se reinventar para o combate a diversos delitos. Através disto, os agentes começaram a manter o foco na fonte, ou seja, locais de fabricação clandestina dos produtos, o que levou a apreensão de mais de 650 mil materiais pirateados até o presente momento”, completa. Antes de deixar a reunião, Wagner deixou dicas ao consumidor final. “É essencial verificar a origem dos produtos, sua embalagem e procedência bem como comparar a mercadoria a imagens oficiais, constatando a sua veracidade”, finaliza.  


Editora-chefe: Lavínia Carvalho

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