03/08/2020 às 15h16min - Atualizada em 03/08/2020 às 15h10min

Pais precisam cuidar da alimentação dos filhos na pandemia

Confira algumas dicas de como driblar essa situação

Maynara Guapo - Revisado por Mário Cypriano
Isadora é filha da nutricionista Claudia Scandelai e segue os ensinamentos da mãe para ter uma vida saudável - Foto: Arquivo Pessoal

 

O isolamento social trouxe muitos desafios para as famílias. Entre eles, a alimentação das crianças, que, com a pandemia, sem aulas e outras ocupações, permanecem em casa e tendem a comer mais e nem sempre de forma saudável. Com isso, os pais devem fortalecer a cautela com os filhos, pois o apetite infantil muda facilmente diante do momento que estamos vivenciando.

Conforme a nutricionista Claudia Scandelai, torna-se relevante a criança se alimentar de forma saudável para que possa fortalecer a imunidade e ajudar na prevenção de doenças. “Basta aumentar o consumo de água, frutas cítricas como laranja, limão, goiaba, manga, além de sementes. É importante lembrar que para bebês, o aleitamento materno continua sendo o melhor alimento do mundo (nele contém todos os nutrientes para crescer saudável”, ressalta.

Haila Mariane Lima é secretária e mãe de Sara, 14, Geovana, 13, e Dheymerson, 09, e alega que tem horários fixos para as refeições. “O almoço sempre sirvo por volta das 12h40 e o jantar no máximo até 20h.” Além disso, ela relata como está a rotina alimentar dos filhos. “No café da manhã às vezes eles comem biscoito, pão e leite, mas na verdade nesse horário não estou em casa, estou no trabalho. Já no almoço, sou eu quem prepara. Sempre gosto de tudo fresco, como arroz, feijão, carne e verdura, ou legumes. Também procuro revezar, troco a carne por ovos cozidos, fígado frito acebolado. Aqui eles comem de tudo”, diz Haila
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Dheymerson jantando de forma saudável - Foto: Arquivo Pessoal



Referência 

A alimentação infantil é o espelho das condutas dos pais. Desse modo, os costumes das crianças são influenciados pelos adultos, desde a maneira como os filhos comem até a formação do paladar. A artesã Daiane Ogera é mãe de Paulo Gabriel, 18, Gabriella, 16, e Paulo Miguel, 1, e destaca sobre a importância de ensinar o filhos sobre os alimentos. “Eu dizia o nome de tudo que os mais velhos comiam desde crianças e faço o mesmo com o Miguel agora. Acredito que assim ele aprende a falar o que está comendo.” 


Segundo a nutricionista Claudia Scandelai, o vínculo com o alimento será maior, quanto melhor for a demonstração e o exemplo de consumo pelos pais. “Os pais devem incentivar as crianças a consumirem a própria fruta ou sucos naturais, além de alimentos e comida de verdade. Coma saudável para que o seu filho seja saudável”, frisa a nutricionista.

Na casa de Haila, as práticas saudáveis são aplicadas. “Procuro não trocar refeições como almoço e jantar por outros alimentos. Acredito que fazer essa mudança prejudica a saúde deles, pois as bobagens não sustentam ninguém”, salienta. 

A nutricionista Claudia Scandelai concorda com a atitude de Haila, pois uma vida saudável é embasada em hábitos construídos no decorrer dos anos e, quanto mais cedo aprendermos o que nos traz benefícios, mais fácil conseguimos compreender como autênticos e comuns, a importância de se alimentar bem. “Prefira alimentos naturais como frutas, legumes e comida de verdade (arroz, feijão, carne, ovos e verduras). Além disso, é necessário sempre olhar os rótulos dos produtos e optar por bolos e bolachas caseiras.”


Miguel comendo cada garfada dada pela família - Foto: Arquivo Pessoal


Entre uma garfada e outra

Para as crianças é indispensável que as refeições sejam realizadas à mesa e que o momento esteja concentrado na alimentação sem outras distrações. De acordo com Haila Mariane Lima, a vantagem de fazer uma refeição em família é fortalecer o elo com cada um e poder passar um momento agradável.” Na correria do dia a dia nem sempre é possível, aí sempre entre uma garfada e outra, rola uma conversa”, risos.


Já para a artesã Daiane Ogera, o horário do almoço serve como desabafo, pois cada um relata sobre os próprios acontecimentos. “Se minha filha chegou da escola, conversamos como foi, meu marido conta algo do serviço e eu algo que vem no momento”, declara Daiane.

Claudia Scandelai é mãe de Isadora, 3, e menciona como são as refeições na casa dela. “São sem distrações em TV ou celulares, pois é uma hora sagrada onde você interage com os filhos e com a comida.”



Compartilhamento de prazeres

Haila Mariane Lima enfrenta algumas dificuldades alimentícias com o filho mais novo, Dheymerson. Ela alega que o menino come na ‘marra’ algumas comidas. “Ele não é fã de abobrinha, feijão e carne, mas pego no pé dele, pois as irmãs comem de tudo, adoram minha comida”, afirma. A secretária ainda diz que sempre procura colorir o prato deles, visto que crianças gostam de cores. “Proporciona momentos felizes.”

A nutricionista Claudia Scandelai dá orientações de como solucionar contratempos como no caso de Dheymerson e de outras crianças que estejam passando pela mesma situação. “Procure fazer piqueniques no fundo de casa com pipocas, sucos de frutas ou a própria fruta, bolos feitos em casa, (fazendo com a própria criança), tomar bastante água e não deixar usar muito o celular. Brincar e gastar energia é sempre o melhor remédio.”

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