26/04/2019 às 17h37min - Atualizada em 26/04/2019 às 17h37min

Em Colinas do Maranhão mulheres veem na costura a chance de mudar de vida

A força do empreendedorismo feminino e a moda como instrumento de transformação socioeconômico

Luana Bastos
Fonte: Pixabay

Empreendedorismo feminino pode ser um termo recente, mas seu princípio básico vem sendo posto em prática há tempos em Colinas, Maranhão. Conhecida como a “Princesinha do Alto Sertão Maranhense”, Colinas possui população de 42.196 habitantes e IDH médio de 0.698, de acordo com o IBGE/2018.

Apesar de ser município polo da região com maior população e desenvolvimento educacional e comercial, grande parte do município ainda sofre com problemas de saneamento básico e desnutrição infantil.
Na contramão dessa realidade difícil e impactando diretamente no crescimento da economia da cidade encontramos em abundancia histórias de pessoas que buscam melhoria nas condições de vida através da coragem de empreender.

Mas afinal, o que é empreendedorismo?

 Ao ouvir essa palavra muitos logo pensam no Mark Zuckerberg ou em um outro cara engravatado qualquer que inventou um aplicativo e ficou milionário da noite para o dia. Algo tão distante da realidade nossa de cada dia aqui no Brasil, especialmente em cidades pequenas.
A verdade é que o empreendorismo inclui aquela mulher que vende docinhos para festa no seu bairro, a costureira que só faz consertos, a manicure.Para alguns talvez não soe tão glamoroso, mas pense em como elas sustentam suas famílias, algumas pagam seus estudos, e por aí vai.Toda grande empresa um dia começou pequena.
Com o objetivo de desmistificar essa imagem hoje vamos conhecer a história de três mulheres que através da costura procuram transformar sua realidade social e econômica.
Vem se inspirar!

"Costurar é realizar sonhos"

 

O olhar se perde na lembrança e um sorriso tímido surge quando Dalila conta como a paixão por costurar surgiu.
 “Minha mãe, Alzenir, costura desde os 14 anos e foi me ensinando o que sabia. Quando eu chegava da   escola, já tinha meu trabalho que era costurar botão. Com 10 anos fiz minha primeira roupa, cortei e tudo”. Ela dá uma risada quando conta como as colegas da escola duvidavam que ela mesma tinha feito suas roupas novas. “Só acreditaram quando vieram aqui em casa. ”
Autodidata, explica que não sabe a parte teórica pois não chegou a fazer um curso formal. “As clientes trazem a foto com o modelo que querem, normalmente uma foto da internet, e eu copio o modelo. ”
Quando indagada se já pensou em largar, Dalila não pensa duas vezes. “Nunca, porque faço o que amo. Porque costurar é realizar sonhos, a gente participa de casamentos, formaturas, aniversários. A única dificuldade é que minha empresa não é registrada. Mas já estou me organizando para fazer isso."


“A moda é um jeito de mostrar a personalidade sem precisar falar. ”

Em meio a seu ateliê lotado de roupas no bairro Vila Brandão, Zulene,42 anos, coordena sua vida, seu negócio. Começou a costurar aos 12 anos e isso ocorreu, assim como Dalila, por influência de sua mãe. Percebemos essa tendência do ofício passado de geração em geração, como quem confia um presente valioso.
Apesar de ainda não possuir o registro formal ela encara a costura como um negócio sério e conta dos investimentos que fez de aproximadamente R$ 2.300,00 na compra de tres máquinas de segunda mão. O primeiro inves
timento foi feito em 2012 e o último em 2018.
Para ela ser costureira é mais que um meio de vida: "Para mim a
 moda representa quem a gente é, o que gostamos, é um jeito de mostrar a personalidade sem precisar falar. ”


“Quero ter uma renda, ser a patroa e também trabalhar em casa, perto dos meus filhos”


Iniciando seu empreendimento encontramos Layane de Sousa Silva,29 anos. Mãe de duas crianças de 3 e 8 anos, procura na costura uma forma de ficar perto dos filhos e ter o próprio negócio, com flexibilidade de horário.
“Pesquisei na internet uma máquina mais barata para iniciar e parcelei no cartão de crédito. Penso em fazer a príncipio calcinhas e enxovais de bebe, primeiro produzir as peças e depois eu mesma vender."
E o marketing como fica? Antenada, a resposta vem rápido: anunciar  na internet, como no Facebook por exemplo. 

Formalização do negócio

Além do tino para os negócios e o foco que nos inspira, o que essas três mulheres têm em comum é também a falta da formalização do negócio, com a abertura do CNPJ. De acordo com Marcelo Araújo, auxiliar de projetos do Sebrae Colinas, vale a pena abrir o registro no MEI (Micro Empreendedor Individual) pelos seguintes motivos:
  •  É gratuito, fácil e rápido - Basta se dirigir a uma agencia do SEBRAE na sua cidade, preencher seus dados  e você já sai na hora com o seu CNPJ.
  • Garantia de todos os benefícios pelo INSS como: auxílio doença, salário maternidade, auxílio acidente no transito ou em casa, aposentadoria por invalidez ou tempo de serviço, auxílio reclusão e pensão por morte.
O MEI abrange mais de 400 empreendimentos, com teto limite de 81 mil/ano e até 6 mil/mês de lucro de faturamento. Lembrando que não existe um valor mínimo de faturamento, ou seja, mesmo que você lucre apenas 10 reais por mês já pode abrir seu registro!
O que você está esperando para abrir seu negócio?

Para mais informações fale com o Marcelo do SEBRAE Colinas MA pelo whatsapp : (99)98202-8937

 
 
 

 


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