10/09/2020 às 14h49min - Atualizada em 10/09/2020 às 14h41min

São Paulo se perde na segunda etapa e conta com a sorte contra o Red Bull Bragantino

Massa Bruta perdeu dois pênaltis na partida e cedeu o empate numa falha da defesa

Wesley Bião
Luciano salvou o São Paulo da derrota e marcou seu quarto gol na equipe (Foto: Marcos Ribolli/globoesporte.com)
O encontro entre São Paulo e Red Bull Bragantino na noite de ontem (9) no Morumbi, válido pela nona rodada do Brasileirão ficou com o placar igual em 1x1. Raul marcou para os bragantinos e Luciano empatou para o Tricolor.

O empate não era um resultado interessante para nenhum dos lados, mas na balança o Bragantino ficou em pior situação. Mesmo quebrando uma sequência de três partidas sem vencer e subindo uma colocação em relação àquela em que iniciou a rodada, não conseguiu sair da zona do rebaixamento. Está com sete pontos, na 18ª colocação e pode voltar à vice lanterna caso o Atlético-GO ao menos empate com o Vasco nesta quinta (10).

Já o torcedor são-paulino viu o time não render o esperado mais uma vez. Na rodada passada, contra o Fluminense, a equipe do Morumbi também saiu atrás do placar, mas conseguiu a virada jogando sem afobação, diferentemente do que aconteceu contra a equipe interiorana. Com o empate, o São Paulo estacionou nos 17 pontos e perdeu, além da chance de dormir na liderança, a segunda colocação do torneio para o Flamengo, que venceu o clássico contra o Fluminense por 2x1 e pode ver o Internacional disparar na primeira colocação caso vença o Ceará mais tarde, em Porto Alegre.

PRIMEIRO TEMPO

O primeiro tempo foi truncado. O São Paulo tentava atacar e o Bragantino se fechava como podia na defesa. A equipe chegou perto de abrir o placar logo aos cinco minutos com Brenner, que completou de cabeça o cruzamento de Juanfran, mas Realpe tirou em cima da linha. No lance seguinte, o Bragantino chegou ao ataque com Ytalo, que mandou uma bomba para cima de Volpi, que defendeu no susto.

Os donos da casa aproveitavam os espaços que tinham nas laterais com Reinaldo e Juanfran. Igor Gomes e Brenner também fizeram um bom primeiro tempo. O atacante, além do lance no começo do jogo ainda mandou uma bola na trave aos 24 minutos. O Tricolor teve um gol anulado aos 26, quando a bola que Reinaldo bateu desviou justamente em Brenner, que estava adiantado.

O Bragantino pouco fez na primeira etapa. Além do chute de Ytalo, recuperou uma bola mal passada por Volpi numa saída de bola, mas não conseguiu fazer muito. O primeiro tempo foi de domínio dos donos da casa.

SEGUNDO TEMPO

Para a segunda etapa Fernando Diniz e Maurício Barbieri promoveram mudanças nos seus times. Pelo lado são-paulino saíram Vitor Bueno e Gabriel Sara, que novamente não conseguiram fazer uma boa partida, para darem lugar a Paulinho Boia e Hernanes, que completava seu jogo de número 300 com a camisa do São Paulo. No Braga, Raul entrou no lugar de Matheus Jesus, que também fez uma primeira etapa sofrível.

Os donos da casa tiveram duas oportunidades de abrir o placar, com Paulinho Boia e Reinaldo, mas quem de fato o fez foi o Bragantino. Aos sete minutos, Artur invadiu a área pela direita e cruzou para a chegada de Raul, que sozinho dominou e mandou para abrir o placar no Morumbi. O São Paulo sentiu o gol e se perdeu no jogo. Em busca do empate se lançou ao ataque e deu espaço para os contra-ataques do Massa Bruta.

Aos 16 minutos, Claudinho cruzou e Luciano desviou com o braço. O VAR chamou o árbitro para a revisão e este marcou a penalidade e amarelou o atacante são-paulino - que levou uma bronca enorme de Fernando Diniz. Para a sorte dos donos da casa, Claudinho foi para bola e bateu para fora.

No desespero, Diniz lançou mais dois atacantes em campo: Gonzalo Carneiro e Helinho. O time ainda tinha dificuldades para furar o bloqueio bragantino e sofria nos contra-ataques. Bruno Tubarão, aos 23, perdeu uma chance clara de ampliar o placar e o castigo não demorou a chegar: aos 32, Cleiton saiu de forma atabalhoada numa bola alçada na entrada da área e sobrou com Helinho, que achou Luciano sozinho para empurrar para o gol.

O Bragantino ainda teria outras duas chances de voltar a frente do placar com Artur. Primeiro, aos 36, em cobrança de falta que explodiu no travessão de Volpi e aos 45, em cobrança de pênalti sofrido por Aderlan, que havia invadido a área e foi derrubado por Léo. O árbitro de frente pro lance não pensou duas vezes e marcou.

Confiante, Artur pegou a bola de Claudinho e foi para a cobrança. Goleiro para um lado, bola para o outro – mas mais para o lado do que o planejado, e ela bateu na trave. O São Paulo se safava mais uma vez da derrota e, no apito final, o empate saiu como vitória para os donos da casa enquanto aos visitantes restava lamentar a vitória que escapou por detalhe.

PRÓXIMA RODADA

Na décima rodada o São Paulo visita o Santos na Vila Belmiro às 19h do sábado (12). No dia seguinte, às 18h, o Bragantino vai até Belo Horizonte encarar o Atlético-MG no Mineirão.

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