05/02/2021 às 10h37min - Atualizada em 05/02/2021 às 09h51min

Novos hábitos adquiridos na quarentena

Com o isolamento social diversos hábitos foram adquiridos e outros ressurgiram, a exemplo disto podemos citar: o hábito da leitura

Isabelle Gesualdo - Editado por Roanna Nunes
Fonte/Reprodução: Google

A pandemia do coronavírus parou o mundo inteiro. Pessoas de todos os países ficaram reféns de um vírus silencioso, mutável e, em alguns casos, letal. Países separados por oceanos de distância, coadunam-se pelos mesmos sentimentos: medo, incerteza, angústia e ansiedade. 


Faltavam-lhes o ar e já não sabiam se o vírus residia dentro dos organismos ou se tratava apenas do efeito que as notícias causavam.                            
 

Medidas de restrição, toque de recolher e lockdown corroboraram ou obrigaram —  os seres humanos a ficarem dentro de suas casas. Procurava-se uma fresta na janela para sentir a luz do sol sobre a pele. A rotina monótona da vida lá fora já havia desvanecido. O toque e o abraço viraram sinônimo de esperança. 
 

O mundo deu boas-vindas ao "novo normal". Muitas coisas mudaram, exceto a capacidade do ser humano de reinventar-se, eis o devir humano. Aprenderam a sorrir com os olhos, visto que as bocas estavam escondidas atrás de máscaras; e as vozes abafadas. 
 

Com a rotina modificada, novos hábitos passaram a surgir, como: deixar os sapatos fora de casa, higienizar todos os alimentos, limpar as mãos com cautela e frequência, comprar pela internet, aderir ao home office, ser solidário. Talvez muitos dos novos hábitos se perpetuem; caso isto aconteça, teremos uma sociedade humanizada e higiênica. 

 

Dentre todos os novos hábitos adquiridos durante a quarenta, um costume atemporal, profícuo e famigerado ressurge: a leitura. Decerto que com o tempo livre, as pessoas voltaram a olhar para as suas prateleiras de livros que há muito estavam ali, estáticos.


Com a correria do dia a dia, não sobrava tempo para a leitura. O isolamento social foi oportuno para que houvesse tempo livre para dedicar à leitura, como apontou Giuliana Santos, estudante de Engenharia Civil: 

 “Antes da pandemia eu lia bem pouco. O meu tempo era todo consumido na faculdade, lia, no máximo, três livros por ano. Do início da pandemia para cá já li um pouco mais de 50 livros. Escolhi os livros para fugir da realidade que estamos passando”. 

 

Algumas pessoas também optaram por imergir no universo da leitura comprando novos livros. De acordo com o Metrópoles, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil registrou que a plataforma Estante Virtual, que reúne livros de sebos de todo Brasil, obteve um aumento de 50% na compra de livros. Este fato é notável, pois reflete a relevância dos sebos, que atende a demanda dos diversos tipos de leitores. 

 

Em um cenário de incertezas, planos tiveram de ser interrompidos e viagens deixadas para depois. A boa notícia é que os livros têm o dom de fazer o leitor ir a qualquer lugar sem sair de casa. Paradoxo? Sim! No universo da leitura o céu é o limite para a imaginação.

 
 

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