26/02/2021 às 21h30min - Atualizada em 26/02/2021 às 20h59min

Chaplin: da miséria ao estrelato no cinema mundial

O criador de Carlitos ganhou fama com seu humor inteligente e personagens cativantes

Larissa Gomes - Editado por Roanna Nunes
Reprodução Internet

Dias longos, temperatura amena e flores por todos os lados, é abril de 1889 e a primavera londrina trazia alegria não só à cidade, mas também ao cinema que, na época, dava seus primeiros passos. Ano também que nasceu Charles Spencer Chaplin, filho de dois artistas de music-hall, Hannah Hill e Charles Chaplin.

O pequeno Charlie teve seu primeiro contato com o público aos 5 anos, cantando em um duo com o pai.  Já em março de 1894 muitas coisas mudaram na vida da família, Charles Chaplin (pai) falece, deixando Hannah, o pequeno Charlie e seu irmão Sydney - fruto do primeiro casamento da mãe – em completa miséria.


Charles Spencer Chaplin na infância. Reprodução Internet.

Pouco tempo depois, a mãe de Chaplin é diagnosticada com transtornos mentais e internada em um hospital psiquiátrico. Os meninos são levados para um orfanato local e Charlie passa boa parte da infância ali.

Os anos 1900 são protagonizados por emoções na vida dos irmãos Chaplin, então passam a viajar em turnês com trupes de teatros ambulantes, ganhando os poucos xelins que garantiam a sobrevivência. Em seguida, contratado pela trupe de Fred Karno, Charlie Chaplin aperfeiçoa-se na atuação cômica que futuramente lhe renderia tanto sucesso.

As turnês com a trupe Karno trouxeram reconhecimento para Chaplin, que também chamou a atenção do produtor Adam Kessel, fundador da Keystone Co., especialista em filmes cômicos. Assim, o ano de 1914 marca a estreia de Charlie Chaplin como ator e produtor da sétima arte, além de marcar também o nascimento de um dos personagens mais famosos do mundo.
 
Carlitos, o vagabundo. Reprodução Internet.

 Chapéu-coco, bigode, sapatos rotos, bengala e um humor cativante. The Tramp (Carlitos, o vagabundo, no Brasil) ganhou o amor e as gargalhadas do público quando o cinema era preto e branco e os únicos sons dos filmes vinham das trilhas sonoras.

 Entre os altos e baixos da sua carreira, Chaplin fez sucesso mundialmente com obras cômicas e inteligentes que marcaram a história. Em O Garoto (1921), nos tira risadas fugindo dos policiais e lágrimas ao reencontrar John, o menino do título. Essa obra, inclusive, foi inspirada em um período em que Chaplin dormiu nas ruas durante a infância.

 No filme Em Busca do Ouro (1925), Carlitos tenta a sorte em uma corrida do ouro no Alasca. Já em O Circo (1928) o atrapalhado personagem vira atração principal no picadeiro. E em Luzes da Cidade (1931) o vagabundo se apaixona por uma florista cega e a ajuda a recuperar a visão. Nesse período, o cinema passou a ser falado, mas Chaplin decidiu manter o padrão mudo.

 Logo no ano de 1936 uma obra rende opiniões polêmicas para a época, entitulada: Tempos Modernos. Esta traz Carlitos como operário de uma fábrica tentando lidar com as dificuldades do mundo moderno de uma forma, como sempre, cômica. É quando ouvimos a voz de Chaplin pela primeira vez no cinema e também é a última vez que vemos seu personagem nas telas. Acusado de propagar o comunismo, Tempos Modernos foi duramente criticado nas mídias.
 
Tempos Modernos de Charlie Chaplin. Reprodução Internet.

 A Segunda Guerra Mundial chegou ao auge em 1939 e logo em seguida Chaplin presenteou o cinema com O Grande Ditador (1940), interpretando um barbeiro judeu e o ditador Adenoide Hynkel da Tomânia. Mais uma vez criticado friamente, assim como anteriormente, então o filme foi proibido em diversos países.

Com o fracasso comercial de Monsieur Verdoux (1946), lançou: Luzes da Ribalta (1952) e Um Rei Em Nova York (1957).

Seu primeiro filme colorido e último da carreira, foi : A Condessa de Hong-Kong (1966) protagonizado pelos famosos atores de Hollywood, Marlon Brando e Sophia Loren. Em 1975, Chaplin ganha o título de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico e torna-se Sir Charles Spencer Chaplin.

E no Natal de 1977, aos 88 anos, o mestre das comédias falece em sua mansão na Suíça, onde morava com sua esposa e seus filhos. Em vida, Chaplin casou-se quatro vezes, teve inúmeros casos, todos com mulheres bem mais jovens do que ele. Deixou 11 filhos e uma coleção de obras que marcaram o cinema, com um humor brilhante e muito inteligente.
 
Reprodução Internet

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