14/05/2021 às 09h54min - Atualizada em 14/05/2021 às 09h23min

Tecnologia desenvolvida no Ceará reduz em 60% intubações de infectados por covid-19

Seis em cada 10 pacientes conseguiram se recuperar, afirma Escola de Saúde Pública do Ceará

Pedro Ferreira - Editado por Maria Paula Ramos
Sesa/ESP/CE
Foto: CearáGOV/ Divulgação
Hospitais que utilizaram o Capacete Elmo reduziram em 60% a necessidade de intubação de pacientes contaminados pela covid-19 em fortaleza. O novo método criado no Ceará diminui internações, evitando a lotação de UTIs.

Capacete Elmo
De acordo com a escola de saúde pública do Ceará (ESP/CE), o capacete Elmo é um dispositivo de suporte ventilatório não invasivo. A inciativa de criar o capacete começou em abril de 2020. No total, nove protótipos foram sugeridos e testados em voluntários. Com a consolidação do equipamento, iniciou-se a aplicação nos pacientes. O trabalho reuniu diversos profissionais, como médicos e engenheiros. Para a criação do capacete houve parceria pública – privada no Estado do Ceará, e autorizado pela agencia nacional de vigilância sanitária (Anvisa) para produção industrial e comercialização.


 
Como funciona?
Segundo a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará (Sesa), o Elmo permite ofertar oxigênio a uma pressão definida ao redor da face, sem necessidade de intubação, dessa forma, a pessoa consegue respirar com auxílio da pressurização e oferta de oxigênio. O sistema possibilita, portanto, a melhora na respiração podendo ser utilizado fora de leitos de UTI. O equipamento pode ser desinfectado e reutilizado. O mesmo apresenta segurança para os profissionais de saúde, já que, por ser vedado, não permite a proliferação de partículas de vírus.

A Sesa afirma que o Elmo está sendo utilizado em hospitais do interior e da capital, e já foi usado por 1.968 pacientes em todo o Ceará. No entanto, só há dados apurados de Fortaleza. As unidades que utilizam esse equipamento você confere no link.


Marcelo Alcântara é o médico idealizador do Elmo e superintendente da ESP/CE, em entrevista ao boletim corona, contou que os testes Clínicos foram feitos no Hospital Leonardo da Vinci, em Fortaleza, em dez pacientes com covid-19 na forma moderada grave. Do total de 10 pacientes, três foram necessários de intubação. O criador do Elmo afirmou também que as equipes dos hospitais realizaram treinamentos para o uso desse equipamento.

Melhora

De acordo com a Escola de Saúde Pública do Ceará, João Vitor Gonçalves Bernardo foi um dos primeiros pacientes a receber esse tipo de tratamento e apresentou boas melhoras após 48h de uso do capacete. O jovem foi internado no hospital regional do Cariri (HRC)  em fevereiro de 2021, com desconforto respiratório e necessidade de oxigênio suplementar.

“Comparado como cheguei aqui, após fazer uso do Elmo, posso dizer que melhorei 80%'', afimou Bernardo.

 
 
 


 
https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/metro/6-a-cada-10-pacientes-que-usaram-elmo-para-tratar-covid-em-fortaleza-nao-precisaram-de-intubacao-1.3081387 https://www.saude.ce.gov.br/2020/11/05/criado-no-ceara-capacete-elmo-recupera-pacientes-com-covid-19-e-reduz-em-60-necessidade-de-internacao-em-uti/ https://www.ceara.gov.br/2021/04/15/hospital-de-messejana-destina-leitos-exclusivos-para-pacientes-com-uso-de-elmo-capacetes-reduzem-em-60-necessidade-de-intubacao/ https://www.ceara.gov.br/2021/04/15/hospital-de-messejana-destina-leitos-exclusivos-para-pacientes-com-uso-de-elmo-capacetes-reduzem-em-60-necessidade-de-intubacao/ https://www.facebook.com/hrc.oficial/posts/1875891442573851/
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