27/05/2021 às 16h10min - Atualizada em 27/05/2021 às 16h08min

Crônica: ano dois da pandemia

Agora os dilemas são outros, mas, ainda relacionados ao sistema remoto e ao isolamento social

Giovana Cerantola - Editado por Andrieli Torres
Foto: Reprodução/Internet

A princípio, houve o período de uma semana para a adaptação em casa, eram apenas 15 dias que os alunos ficariam longe da escola, uma medida de segurança para conter a propagação do novo vírus, que já circulava pelas cidades brasileiras. Estudante do último ano do Ensino Fundamental II, Flora, rapidamente migrou, junto com os outros alunos da escola particular, para as aulas online. No começo, os horários de aula estavam confusos, bem como os demais horários da própria rotina. Tudo ocorreu muito rápido e, além disso, era um momento novo que gerou certo espanto e medo. 
 

Um ano e dois meses se passaram e agora os dilemas são outros, ainda relacionados ao sistema remoto e ao isolamento social. Flora já está no primeiro ano do Ensino Médio. Com a carga horária de aulas e afazeres bem definidos novas questões tornam a adaptação ao ano dois da pandemia complicadas. Desde questionamentos simples,tais como “Devo ligar a câmera?” até o ponto máximo que é o esgotamento metal. Para ela, fica cada dia mais difícil levantar da cama e ir para seu novo “espaço” de home office, ambos no mesmo ambiente. 
 

Há um mês, uma nova oportunidade surgiu. E junto dela mais uma pergunta: o modelo de ensino híbrido (ou seja, metade presencial e metade a distância) era uma possibilidade oferecida pela escola, no entanto, uma aposta segura para o atual contexto de pandemia? Por outro lado, poderia ser uma nova motivação, uma quebra de rotina que poderia influenciar positivamente no rendimento de seus estudos. 
 

Apesar dessas dificuldades, outras, de ordem técnica, não foram enfrentadas por ela. Com disponibilidade de aparelhos eletrônicos para as aulas, internet de qualidade e ambiente de estudos adequado, seu ensino remoto não foi prejudicado. Em meio ao caos, Flora sempre precisou apostar quais seriam as melhores escolhas e opções para manter um ritmo de aprendizagem e não ficar defasada em relação à turma.

Enquanto a pandemia persistir e até que Flora, e boa parte da população seja vacinada, esses questionamentos continuam rondando sua cabeça.

 

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