17/11/2021 às 11h40min - Atualizada em 12/11/2021 às 23h01min

Pesquisa aponta que pelo menos 70% dos brasileiros pretendem comprar na Black Friday

Mesmo com alta inflação, a expectativa é de que as vendas na Black Friday em 2021 cresçam 5% em comparação ao ano anterior

Leonardo Pereira - Editado por Ynara Mattos
Sebastiao Moreira/EPA
A Black Friday, como todos os anos, é uma data muito esperada pelos lojistas e consumidores. A data importada dos Estados Unidos, acontece na última sexta-feira de novembro, após o feriado de “ação de graças” (Thanksgiving, em inglês). Desde 2010, a data se popularizou entre os brasileiros e hoje, é um dos maiores e mais esperados eventos do varejo no país.

Em 2020, mesmo com as dificuldades econômicas geradas pela pandemia e consequente fechamento do comércio, as vendas durante novembro foram sustentadas pelo e-commerce (venda online). A grande varejista Magazine Luiza, teve novembro como o melhor mês em receita da história. O Mercado livre, empresa líder no comércio eletrônico, superou as próprias expectativas e alcançou alta de 130% nas vendas.

A EXPECTATIVA É DE RECUPERAÇÃO

Para este ano, apesar da alta inflação, a expectativa para o setor ainda é positiva, e estima-se que pouco mais de 62% dos lojistas farão promoções, segundo pesquisa realizada pela ALSHOP (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) feita em âmbito nacional com lojistas associados que representam 1.200 pontos de vendas.
 

“Para a ALSHOP, a expectativa da data é que as vendas superem os números alcançados em 2020 em cerca de 5%. Sabemos que o varejo tem se erguido gradualmente, e mesmo diante da alta dos preços, há muito mais otimismo para essa nova fase”, comenta Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da ALSHOP.

Um levantamento realizado pela Meliúz sobre a intenção de compra revela que 71,2% dos entrevistados planejam ir às compras durante a Black Friday 2021, já 25,9% ainda não decidiu se irá aproveitar os descontos para irem às compras. Além disso, 17,3% dos que responderam à pesquisa pretendem antecipar as compras de Natal para o período. Os produtos que mais interessam os consumidores são os eletrodomésticos e eletroportáteis, além de eletrônicos, acessórios e calçados.


COMPENSA ESPERAR PELA BLACK FRIDAY?


Bianca Dramali, docente de Pós-graduação em Ciências do Consumo da ESPM-RIO, aconselha que se o consumidor deseja esperar por esse período para fazer compras deve estar atento aos preços do pré-Black Friday.
 

Se o consumidor monitorar os valores, pré Black Friday, fazendo suas listas de desejo para algumas marcas e produtos vale sim, a pena. Principalmente neste ano que o comércio amarga uma retração importante por conta da inflação e perda de renda do brasileiro. A Black Friday assim ganha uma importância bastante significativa neste ano. E, talvez mais empresas decidam de fato respeitar o consumidor e ofertar descontos reais.”

Para Dramali, a oferta tem que valer, de fato, na visão do consumidor. Não apenas no preço. “É sobre ter valor. Ter um preço justo pela oferta. Rendimento e durabilidade, são também benefícios colocados na balança pelo consumidor para avaliar se aquela oferta vale mesmo o seu dinheiro suado e mais caro com a inflação.

A estudante Laura Andrade, 21, pretende adquirir um eletrônico na Black Friday. Ela é adepta da pesquisa de preços antecipada. Apesar de gostar das compras presenciais, o custo-benefício das compras online é mais atraente. “Prefiro comprar presencialmente, mas gosto de comprar online pelo custo benefício, algumas vezes até com o frete o produto sai mais barato. Já vi produtos com uma diferença de R$1.000 ao comparar os valores em lojas virtuais e físicas. ”, afirma Andrade.

Ana Beatriz, estudante, 20, não costuma comprar no período por desacreditar que as promoções anunciadas sejam reais.

 

Não costumo comprar porque acredito que as promoções não são tão boas quanto parecem ser. Já vi coisas que eu quero, as lojas aumentando o preço perto [da data] e abaixando na Black Friday para o preço antigo. ”, afirmou.

FIQUE ATENTO

O mercado digital pode parecer uma terra sem lei, principalmente para os novos consumidores ou até mesmo aqueles que ainda não sabem como proceder em casos de defeito no produto, fraudes na compra  comum nesse período  ou reconhecer uma loja falsa. O Instituto brasileiro de defesa do consumidor, o IDEC, tem uma cartilha que orienta a não fazer um mau negócio.

Bianca Dramali lembra que no ambiente digital existe a verificação através de instituições de defesa do consumidor como Reclame AquiProtesteIDEC e outros meios, como sites de comparação de preço que também trazem opiniões dos compradores. Além disso, ela lembra as referências e o velho “boca a boca” ainda vale antes de efetuar uma compra.  

 

Comprar seguro seja no online ou físico sempre passou por ter referências. Mesmo novas lojas constroem a sua reputação em qualquer ambiente por meio dos pequenos detalhes e do ‘boca a boca’. Você desconfia da loja? Acesse a sua rede de amigos e cheque se alguém já teve alguma experiência de compra com esta loja e se deu tudo certo.”   —  finaliza.


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