21/06/2019 às 10h47min - Atualizada em 21/06/2019 às 10h47min

Bate-papo com os autores nacionais, Victor Bonini, Marcos DeBrito e Victor Degaspari

Andressa Schmidt - Editado por Millena Brito
Arquivos pessoais Andressa Schmidt
No sábado, 15/06, aconteceu um evento de bate-papo e sessão de autógrafos, na livraria Saraiva do Shopping Eldorado, com os autores da Faro Editorial, Victor Bonini, Marcos DeBrito e Victor Degaspari, onde eles se apresentaram falando sobre seus respectivos livros e puderam conversar com os leitores presentes sobre o processo de escrita de cada um deles, contaram algumas curiosidades e comentaram a grande importância de se valorizar os autores nacionais.
 
Conhecendo os escritores
 
Marcos DeBrito é cineasta e autor de obras como, “A Casa dos Pesadelos”, “O Escravo de Capela”, entre outros. As duas profissões acabam sendo complementares para ele. “Por ambos os ramos envolverem a escrita, acabo sempre pensando numa história que possa ser produzida para qualquer um dos formatos. Porém é fato que algumas coisas não conseguem ser transpostas do mesmo jeito, mas é só questão de adaptar a narrativa, ser criativo”, conta Marcos. “Não escrevo pensando em como um ficará no outro. Escrevo a história que eu quero, geralmente antes para o cinema, e depois dou um jeito no que não parecer apropriado para a literatura”.
 
Victor Degaspari é psicólogo e autor do livro “O Amor nas 4 Estações”, sua primeira obra publicada. Quanto ao fato de ter recebido uma afirmativa para publicação, Desgapari conta que “foi maravilhoso, incrível, um alívio de ter conseguido e a realização de um sonho. Eu já tinha passado por uma grande editora que havia fechado contrato comigo, porém, no meio do caminho, por conta da crise, acabou cancelando os lançamentos. Então, acabei sendo apresentado para a Faro com esse mesmo projeto, eles já haviam topado naquele momento, e eu fiquei super feliz. Porém, eu estava com outro projeto em andamento na época, e achava que estava se tornando melhor do que aquele primeiro. Quando mandei para o Pedro, ele me enviou uma mensagem dizendo que sem dúvida tinha que ser esse segundo a ser publicado”.
 
Victor Bonini é jornalista e autor dos livros “Colega de Quarto”, “O Casamento” e “Quando Ela desaparecer”, seu último lançamento. De acordo com Bonini, a história da Kika surgiu do seguinte contexto: “Eu tinha, há um tempo, visto uma notícia de uma menina que tinha desaparecido numa excursão escolar. Aquilo ficou na minha cabeça e eu sabia que queria fazer uma história que tivesse uma estrutura jornalística, como ficou no livro. Então, eu lembrei sobre matéria, sabia que queria fazer esse tipo de trama, sabia que queria que fosse jornalístico e acabei juntando tudo”. O autor também falou sobre sua facilidade e dificuldade na hora de escrever essa história. “O mais fácil foi de fato escrever, eu escrevi muito rápido e o linguajar como é o que uso no dia a dia, então ajudou a tornar mais fácil também. O mais difícil foi colocar a história em Guarulhos do jeito que eu queria. Como eu precisava que ele fosse muito factual, muito real, para as pessoas sentirem que estavam lendo um livro-reportagem, as referências tinham que ser perfeitas. Eu morei em Guarulhos em 2017, mas o meu livro se passa em 2012, e em cinco anos, algumas coisas mudaram. Por exemplo, só quando o livro estava pronto, foi que eu descobri que um parque que eu citava ainda não existia naquela época, tive que pegar arquivos antigos para descobrir que pelo menos aquele espaço tinha uma área verde. Esse tipo de coisa foi o mais trabalhoso, porque aí sim entrou o trabalho de apuração que eu já faço como repórter, mas também foi muito bom porque é ele que dá essa característica factual para o livro”.
 
Em uma metáfora, Victor resume o que seria o trabalho de juntar os fatos para que a história chegue a um desfecho: “É como se tivesse várias ilhas, e cada ilha fosse um conflito, e a ilha final é a resolução, tudo isso eu tenho, meu maior trabalho é a fazer a ponte entre essas ilhas para que elas sejam interligadas e crie um texto coeso para o leitor”. E quanto ao processo de escrita, o escritor conta: “Como eu já sei o final do livro desde o começo, eu já tenho em mente também o que eu vou precisar para a história chegar naquele final. Até porque se eu não souber disso, eu não consigo nem começar a escrever”.

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