12/12/2021 às 13h51min - Atualizada em 12/12/2021 às 12h39min

Aumento da exigência e pressão no trabalho desenvolve Síndrome de Burnout em profissionais

A condição é comum em trabalhadores que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes

Rafaela Moreira - Editado por: Gabriela Gouveia
Sítios Argentina psicanálise
A sobrecarga no trabalho pode ocasionar diversos problemas ao profissional, seja ela adquirida a partir de cobranças dos superiores, ou mesmo por estar em um cargo de chefia. Essa condição, de acordo com especialistas da área, possibilita o aumento dos níveis de estresse. Uma pesquisa realizada em 2015 pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, concluiu que 18% dos chefes em nível médio relataram sintomas de depressão, em comparação com 12% dos trabalhadores braçais e 11% dos empresários e executivos.

Uma das consequências desse cenário é a chamada Síndrome de Burnout. De acordo com o Ministério da Saúde, ela é é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes, como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas entre outros. A síndrome também pode ser desencadeada quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito difíceis, situações em que a pessoa possa achar, por algum motivo, não ter capacidade suficiente para cumpri-los.
Segundo a psicóloga Maria Cristina Watrin, é uma forma de estresse em sua forma mais avançada ou crônica, tratada como doença do trabalho. Ela acomete grupos de profissionais considerados "de riscos" e o fator para seu desencadeamento seria manter uma relação frequente e direta com pessoas que necessitam de cuidados no ambiente de trabalho. Apresenta três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e diminuição da relação pessoal. 
O principal fator para o adoecimento do trabalhador tem relação com a organização do trabalho. Uma forma de evitar este adoecimento decorrente da função, é ter estratégias de enfrentamento, quando a pessoa deverá buscar programas de qualidades de vida para amenizar a sobrecarga decorrente do dia a dia no trabalho.
Os principais sintomas da Síndrome de Burnout são: cansaço excessivo, físico, mental, ou fadiga.Também pode ocorrer dor de cabeça frequente ou dores musculares, alteração de apetite, insônia, dificuldade de concentração, sentimento de fracasso, insegurança, incompetência ou desesperança, negatividade constante, alteração repentina de humor, isolamento, pressão alta, problema gastrointestinais e alterações nos batimentos cardíacos.

Segunda a psicóloga Maria Cristina, as principais formas de prevenção são:
  • Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal
  • Participe de atividades de lazer com amigos e familiares.
  • Faça atividades que fujam à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema.
  • Evite contato com pessoas negativas, especialmente aquelas que reclamam do trabalho e dos outros.
  • Converse com alguém de confiança sobre o que está sentindo.
  • Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação ou outro.
  • Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque pode piorar a confusão mental.
  • Não se automedique ou tome remédios sem prescrição médica.
O diagnóstico da Síndrome de Burnout, segundo o Ministério da Saúde, é feito por profissional especialista após análise clínica do paciente. O psiquiatra e o psicólogo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma de tratamento, conforme cada caso. Já o tratamento, é feito com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos, como antidepressivos ou ansiolíticos. Após diagnóstico médico, é fortemente recomendado que a pessoa tire férias e desenvolva atividades de lazer com pessoas próximas, como amigos, familiares ou cônjuges. 

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