20/05/2022 às 15h13min - Atualizada em 20/05/2022 às 13h16min

Empreendedores de moda investem no e-commerce para manter vendas durante crise

O novo desafio dos empreendedores é investir no mercado digital para que não sejam tão afetados pela crise

Taiane Hotz - Editado por Larissa Barros
Reprodução/ Rawpixel / @ployploy
Durante os últimos dois anos, o e-commerce foi e continua sendo grande aliado dos varejistas de moda, responsável pela melhora econômica desse ramo. No entanto, o novo desafio dos empreendedores é investir de forma eficaz no mercado digital para que não sejam tão afetados pela alta da inflação. Além disso, um dos obstáculos é conseguir atrativos para fidelizar os clientes por meio das redes sociais, onde a concorrência se torna cada vez maior.

O atual cenário de crise econômica do país reforça que as vendas pela internet continuam sendo a opção mais viável para quem quer se manter vivo no mercado. Tanto pelo novo comportamento do consumidor, quanto por causa da diferença do custo logístico para manter uma loja física e uma loja virtual. 

Segundo dados apontados pelo MCC-ENET (parceria entre a Neotrust, antigo movimento Compre e Confie, e o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital), o mercado digital teve alta de 12,59% no primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período do ano passado, assim como o faturamento com uma alta de 11,02%.

Para a especialista em finanças, a economista Laura Pacheco, investir na abertura de empresas em plataformas digitais é uma saída para os empreendedores contornarem o período de crise.
  “A plataforma digital proporciona canais gratuitos, então, para o empreendedor acaba sendo muito mais fácil catalogar produtos. Quando abrimos um negócio, precisamos fazer o mínimo viável naquele momento, o ideal é não estar muito alavancado. Esse mercado acaba sendo a melhor saída porque você acaba não tendo fronteiras para restringir o seu negócio e também não tem os custos de uma loja física, como o aluguel, por exemplo”, explica a especialista

Segundo Laura Pacheco, a principal vantagem que os empreendedores possuem ao usar as redes sociais é a questão do custo. Ela afirma que, ao investir no meio digital, os empresários conseguem viabilizar o seu negócio com um custo mais enxuto. 
“Outra vantagem é o fato de que o mundo digital começa a entregar produtos e serviços com o mesmo valor que se entrega às lojas físicas. E agora falando das vitrines, às vezes o tráfego pago agrega mais valor que uma vitrine física num shopping porque ela consegue atrair mais pessoas”, destacou

Com o aumento do número de empresas do varejo de moda online, o principal vilão dessa nova modalidade de negócio passou a ser o diferencial do atendimento e a entrega rápida. A economista e especialista em infraestrutura e gerente financeira da iLAB, Amanda Barbosa,  alerta que é preciso os donos das empresas estarem atentas a isso, pois, o cliente que fazia questão de ir a loja física buscar o produto, quer receber as compras com rapidez. 

Mas, no cenário atual do país, o aumento do preço dos combustíveis pode ser a situação mais complicada para o empreendedor, principalmente porque impacta, diretamente, o valor do frete, o que acaba reduzindo as compras por não se tornarem vantajosas para o cliente. 

"O empresário terá que fazer promoções ou reduzir o frete para atrair clientes porque ele ainda é visto como um impeditivo de compras por algumas pessoas”, afirma Amanda. 

A melhor solução para essa ameaça é a negociação do frete junto às transportadoras para que o consumidor final finalize a compra satisfeito com o valor pago pela entrega e pelo serviço prestado com rapidez pela transportadora.

Dica de ouro do empresário


Varejista há oito anos, Camila Ribeiro fez o movimento inverso. Ela começou a trabalhar empreendendo na internet para, só depois, abrir uma loja física.
A empresária da cidade de Magé, no Rio de Janeiro, , aposta no Instagram, o maior meio de faturamento da loja, como vitrine para atrair clientes com suas coleções semanais.

Camila afirma que o maior desafio hoje é o aumento da matéria-prima e, para não sentir tanto a inflação, ela diz que a solução é reduzir custos fixos, acompanhar severamente o fluxo de caixa e ter um bom planejamento para aproveitar as datas comemorativas, onde o poder de compra é maior. A estratégia é usada para fidelizar clientes para comprarem sempre na sua loja e fazendo promoções sem atingir a margem mínima de lucro. 



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