22/06/2022 às 16h41min - Atualizada em 15/06/2022 às 08h21min

Virada Cultural: a importância da democratização da arte nos espaços públicos

O evento foi responsável por atrair milhares de pessoas, possibilitando os fãs de assistirem seus ídolos

Raphael Almeida - Revisado por Vanessa Kelly
Show da Luísa Sonza realizado no Palco Viaduto do Chá, no Anhangabaú. (Foto/ Divulgação:R7)

Promovida pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), a 17ª edição da Virada Cultural trouxe diversas atrações como shows, teatros e peças infantis. Realizada entre os dias 28 e 29 de maio de 2022, o evento contou com pontos espalhadas por todas as regiões da cidade de São Paulo, 24 horas por dia.

 

Pensado para diferentes públicos e gêneros, os principais shows foram distribuídos na capital, como: Kevinho e Luísa Sonza, no palco Viaduto do Chá; Gloria Groove, Ferrugem e Djonga, no palco Itaquera e Ludmilla no palco Freguesia do Ó, dentre outros artistas.

 Ludmilla, Gloria Groove e Luíza Sonza atingiram máxima de fãs em seus shows.

Ludmilla, Gloria Groove e Luíza Sonza atingiram máxima de fãs em seus shows.

(Foto: Divulgação/ Portal Popline)

De acordo com a Prefeitura, a Virada Cultural 2022 atraiu mais de 3,1 milhões de pessoas. Foram em torno de 500 atrações artístico-culturais em oito regiões da cidade. O palco mais movimentado desta edição, foi o do Anhangabaú com shows de artistas como Vitor Kley, Margareth Menezes, Luiza Sonza, Planet Hemp, entre outros. Reunindo apenas no show da Luiza Sonza, cerca de 120 mil pessoas.
 Show da Luísa Sonza com público de 120 mil pessoas.

Show da Luísa Sonza com público de 120 mil pessoas.

(Foto: Divulgação/ Instragram/ Luiza Sonza)

Ocupação dos espaços públicos 

 

Este ano, o objetivo dos agentes responsáveis pelo evento foi descentralizar o público, levando-o para outras regiões espalhadas pela capital paulista. O intuito foi promover ao público um evento mais democratizado, com eventos culturais ocorrendo em todos os lados ao mesmo tempo.

 

Dessa forma, discute-se a importância da ocupação da arte musical nesses espaços públicos, possibilitando o acesso cultural para além da gratuidade do evento. Dando mais atenção para as regiões que não possuem a devida proporção cultural.

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É importante ressaltar que ocupar esses espaços públicos é primordial para a sobrevivência da democracia, para que a cidade se mantenha viva e com propósito, cujo a arte é o nosso maior patrimônio", disse Nicole Guida, moradora da Cohab, região que teve como atração Djonga, Gloria Groove, Ferrugem, Pocah, dentre outros.

Show do Djonga realizado no Palco de Itaquera, na Cohab.

Show do Djonga realizado no Palco de Itaquera, na Cohab.

(Foto: Reprodução/ Raphael Almeida)

Além de  contribuir para o engajamento cultural da população, há também uma movimentação  econômica para pequenos empreendedores, que buscam gerar renda e enfrentam crises frequentemente com a economia desestabilizada. O evento leva lucro aos comércio em volta dos espetáculos.

 

Contribuição que, ao longo do tempo, pode desmistificar o conceito de que shows de artistas famosos são vendidos por preços exuberantes tornando não acessível para pessoas de comunidades.


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