18/08/2022 às 00h05min - Atualizada em 18/08/2022 às 00h58min

O Despertar das Tartarugas Ninjas é mais um produto genérico do grupo, mas é bem feito

O novo filme mostra uma nova porta de entrada para o universo dos personagens

Bruno Cunha - Editado por Fernanda Simplicio

 

As Tartarugas Ninjas conseguem algo inédito na cultura pop, se mantendo relevante cultura pop, com produtos audiovisuais (Eu não disse bons). Seja por animações, filmes em live action e quadrinhos. Apenas para termos um exemplo, recentemente aconteceu um crossover com os Power Rangers com os discípulos do mestre Splinter. E agora, a Netflix lança uma nova aventura do grupo.

 

Nessa nova aventura, ela faz o certo. Traz uma história inédita e totalmente desprendida dos últimos filmes e animações. A história se passa em 2044, onde os Kranks dominaram o mundo com suas máquinas, porém isso ocorreu quando eles se consideravam jovens demais para tentar impedir, porém uma máquina do tempo, torna isso possível. Sim, mais um filme falando de multiverso, mas dessa vez, nem todos vão nessa viagem.

 

O longa também acerta no tom narrativo, por trazer um longa divertido e leve, preservando as diferentes personalidades do grupo, e com muitos momentos para rirmos. É um humor mais infantil (Talvez pela classificação indicativa) e traz o que os desenhos atuais possuem, com uma linguagem simples e um traço mais colorido. 

 

Isso se reflete no design dos personagens, eles são diferentes para cada uma das Tartarugas e o grupo de aprendizes, eles têm características específicas que refletem no seu visual, algo que até Michael Bay buscou para suas adaptações para o cinema. 

 

Outro ponto de destaque, são os desenvolvimento de cada Tartaruga, como sempre, Rafael tem um protagonismo, onde ele busca uma redenção por um erro do passado, mas o longa pela sua roupagem, acaba se apoiando em resoluções simples e com alguns clichês, o problema é que isso mina um pouco o carisma conhecido dos amados répteis com habilidades marciais.

 

Trazer um personagem mais conhecido nos quadrinhos, com um maior destaque e aprendiz das Tartarugas, como foi o caso de Casey, mas falou aprofundar isso, principalmente quando percebemos que três deles o treinaram. 

 

Essa parte rasa também se reflete no vilão Krang, que domina o mundo a sua forma, e mesmo com as mudanças temporais que o filme realiza, ele é basicamente o mesmo. Suas realizações e habilidades são pouco exploradas para o único vilão do filme, ao menos ele tem o visual o mais próximo possível dos quadrinhos originais.

 

Claro, que por que o termo Ninja no título, tem que ter pancadaria em algum momento. E todas as cenas são incríveis, brincando com referências de alguns desenhos que conhecemos que possuem porradaria. São cenas bem plásticas, e com muita movimentação, preservando o estilo de luta de cada personagem.


O Despertar das Tartarugas Ninjas está longe de ser um filme ruim, mas ele acaba ficando na categoria de entretenimento, do que uma animação que nos encanta e queremos rever. É legal ver o grupo em um novo produto para uma geração, mas é um produto genérico, que pouco mexe com o espectador.

REFERÊNCIA:
Dantas, L. 
 Crítica | O Despertar das Tartarugas Ninja: O Filme Estação Nerd Disponivel em < https://estacaonerd.com/critica-rise-of-the-teenage-mutant-ninja-turtles-o-filme/ > Acesso em 09 de agosto.
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