14/10/2019 às 17h24min - Atualizada em 14/10/2019 às 17h24min

Arthur Nory conquista medalha de ouro no mundial de ginástica

Brasileiro conquistou o ouro na categoria barra fixa

Beatriz Torres - Editado por Paulo Octávio
Arthur Nory celebra conquista. Foto: Lionel Bonaventure/ AFP
Arthur Nory conquistou neste domingo, 13, a tão esperada medalha de ouro no Campeonato Mundial de Ginástica Artística, em Stuttgart, na Alemanha. Ele venceu ginastas renomeados, como  Daiki Hashimoto, Tyson Bull e o Samuel Mikulak, na categoria barra fixa. O paulista já conquistou a medalha de bronze no solo, na Olimpíada do Rio 2016, e a prata nos jogos Pan-Americanos de Lima 2019. A expectativa da vitória seria de Chico Barreto, campeão pan-americano, porém Barreto caiu do aparelho nas eliminatórias. Agora com a conquista de Nory, ele se torna um dos favoritos na barra fixa para a disputa em Tóquio 2020.

O brasileiro foi o quinto atleta a se apresentar no 
Hann Martin Schleyer Halle, mas logo assumiu a primeira posição. 
 O atleta mostrou uma série de alto nível com acrobacias difíceis de serem executadas e voos precisos, que lhe garantiram a pontuação máxima de 14,900. Com o novo feito, Nory entra no grupo seleto de ginastas campeões mundiais, junto com Diego Hypólito (dois ouros, uma prata e dois bronzes), Arthur Zanetti (um ouro e três pratas),  Jade Barbosa (dois bronzes), Daiane dos Santos (um ouro) e Daniele Hypolito (uma prata). No Mundial, ele passou por adversário difíceis como o japonês Daiki Hashimoto, que teve grandes falhas durante toda a sua apresentação e fez 14,233 pontos. O australiano Tyson Bull, que caiu durante a prova conquistou somente 13,200 pontos; e o norte-americano Samuel Mikulak, que terminou em segundo nas eliminatórias, foram superados. 

Arthur vem de uma família de esportistas. Sua mãe, Nadna Oyakawa, era nadadora, e o pai, Roberto Mariano, judoca. Aos seis anos e com a ajuda de Mariano, o paulista começou a praticar judô, no Palmeiras. Mais tarde, aos dez anos e com a influência de Diego Hypólito e Daiane dos Santos, ele descobriu a sua paixão pela ginástica. Mudou de esporte e começou a praticar no Pelezão da Prefeitura de São Paulo com treinos intensos, que chegavam a duração de sete horas por dia. Hoje, Diego e Arthur são amigos.

Há dois meses  antes da temporada do Pan-Americano de Lima, ele descobriu que sofre de condromalácia, um problema sem cura e que desgasta a cartilagem do joelho, causa inflamações e muita dor. Por isso, Nory precisou adaptar seus treinos para que diminuísse os impactos causados. Generalista (ginasta que compete em todos os exercícios), o brasileiro decidiu focar somente na barra fixa, que é a sua principal prova.

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